
É interessante quando vamos chegando ao fim de uma obra. A mistura de tristeza com alívio e satisfação é algo único e que fazia muito tempo que eu não sentia. Terminei apenas dois livros na vida, sendo que em um deles eu mal tinha feito oito anos. Para festejar a ocasião, no fim do segundo, aos quinze anos, lembro-me que quis abrir uma champanhe.
Depois disso passei um tempo em que começava vários livros, mas não finalizava nenhum. No início da vida adulta é que comecei com os contos. Mas terminar um conto geralmente não tem a mesma glória que terminar um livro. Escrevi, salvo engano, oito contos até agora, dos quais seis estão na net para ser lidos, um não tenho interesse de publicar, embora talvez o faça quanto tiver contos suficientes para um livro, e o outro foi feito na pressa, quase de má vontade, por causa de um concurso, e ficou uma droga.
Porém há algo diferente em "As Oito Salas de Lielsen". Vejo a obra chegando ao fim e me sinto quase como se estivesse perto de concluir um livro.
Não sei se é por causa do tamanho, ele é o conto mais longo que já escrevi, com mais que o dobro de páginas do conto que ocupa o segundo lugar, e isso ainda incompleto, se é por causa da complexidade da coisa ou se é porque ele está fazendo parte do meu processo de renascimento literário.
O conto narra as desventuras de Lielsen, adolescente que descobre ter que atravessar oito salas para poder tomar uma decisão muito importante. Dizer mais do que isso seria entregar a espinha dorsal dramática da trama.
Estou publicando o conto semanalmente, uma sala por semana, e hoje saiu a sexta. Dentro de duas semanas a jornada do simpático rapaz chegará ao fim, atingindo talvez a marca de trinta e cinco páginas, ou até mais. Seja como for, é uma conquista. Obrigado por todos os que acompanharam e incentivaram.
Para quem ainda não leu, se interessar, aqui vai o link da primeira sala: http://www.recantodasletras.com.br/contossurreais/2942740
As outras estão aí também.
Fiquem bem.

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