segunda-feira, 27 de junho de 2011

Globo terrestre


Hoje eu dei uma geral imensa não só no meu quarto, mas na casa toda. Se for juntar tudo o que saiu daqui teremos uns oito sacos de lixo grande, cheios, com revistas, papéis soltos, vhs, cadernos, documentos antigos que nada mais valem, jogos incompletos ou quebrados, além de uma televisão portátil, uma gaiola de chinchilas e um globo terrestre.

Lembro-me que eu era criança quando ganhei aquele globo e fiquei fascinado. Durante anos era meu costume olhá-lo com frequência, decorando os países e suas principais cidades, montando rotas de viagem, girando-o e parando seu movimento a esmo, com o indicador sobre algum país aleatório que, em minha imaginação, eu iria em breve. Muitas vezes eu dava com o dedo no meio do oceano, mas era incrível como Canadá, China e Rússia marcavam presença nos acertos. Na vez que acertei a suíça fiquei feliz.

No entanto, hoje o globo já está ultrapassado. O mundo mudou, e além disso, muitas áreas já estavam descascando. Curiosamente o Brasil era o lugar que em pior estado se encontrava.

O que me chamou atenção, porém, era que enquanto eu caminhava carregando o globo para perto do lixo na área de serviço, uma sensação prazerosa assaltou-me de súbito.

Adorei segurar o mundo nas mãos.

domingo, 19 de junho de 2011

O Ciclo de Nove meses



Quando decidi dar um jeito de vez na minha vida no dia 25 de Abril desse ano, já imaginava que teria dificuldades grandes, e não estava errado. Elas vieram, maiores do que sempre foram, agigantaram-se na minha frente mais armadas do que nunca, em bando, furiosas, querendo me derrubar a todo custo.

Muitos desses odiosos gigantes conseguiram me fazer encontrar o chão de forma dolorosa, mas eles não contavam que eu fosse levantar e continuar lutando. Não apenas continuar de forma débil e fraca, mas combater com fogo nos olhos e decisão no espírito. Dessa vez as lutas foram pra vencer.

E fui fazendo os gigantes tombarem, um por um. Pisei nas suas cabeças, humilhei-os, mostrei que estava diferente, os fiz ver com quem estavam lidando agora. Entre uma peleja e outra, também aproveitei parar matar a segunda das duas bruxas que tem me atormentado por anos a fio. A auto-sabotagem está extinta do meu mundo. Morta. Não mais é.

Mas os gigantes... ah, eles são numerosos e insistentes.

Prevendo que a campanha de guerra será mais longa do que o esperado a princípio, dividi minha reestruturação em três ciclos de três meses. Ao final desses nove meses, tal como uma criança vem ao mundo, eu estarei ressurgido por completo.

O primeiro ciclo acaba no dia 25 de julho. Nesta data já estarei, se Deus quiser, com toda a base necessária para vencer qualquer gigante, monstro ou o que for que surja na minha frente sem levar muitos danos, sem cair com força outra vez. É o ciclo do preparo e fortificação.

No dia 25 de outubro chegarei ao fim do segundo ciclo, onde me encontrarei firme com uma rocha nos meus propósitos, basicamente um outro homem, porém com toda a minha essência preservada, sendo eu ainda, mas um eu profundamente mudado. É o ciclo da estruturação profunda.

Finalmente, no dia 25 de Janeiro de 2012, nove dias após meu vigésimo quinto aniversário, estarei completando os nove meses para poder renascer como realmente quero. É o ciclo do renascimento, onde provavelmente ocorrerão as mudanças mais profundas. É onde a parte ruim do meu antigo eu morre de uma vez por todas.

Que venham os gigantes. Essa guerra já é minha.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Sobre "O Aquário"


Como já falei aqui sobre duas obras minhas, duas obras especialmente marcantes guardadas as devidas proporções, diga-se de passagem, percebi que é sim uma boa ideia eu discorrer um pouco sobre livros, contos, roteiros ou peças que sejam feitos por mim.

Hoje vou falar brevemente de "O Aquário", um conto de que gosto especialmente por vários motivos. Primeiro que trata do tema de sereias, e o oceano com suas lendas e imensidão sempre foi algo que me atraiu. Segundo porque neste conto construí um personagem bem diferente de todos que havia feito até então. Joshua foi algo novo pra mim. Em terceiro lugar, foi um exercício literário involuntário, pois todas as nove páginas da história não contém um único diálogo, foi assim que fluiu melhor pra mim, e curiosamente toda vez em que eu pensava encaixar uma conversa direta, ela parecia deslocada e sem propósito.

Por mim, em quarto lugar, poucas vezes entrei em transe literário escrevendo algo, e uma das vezes mais intensa foi nessa obra, que concluí em apenas uma tarde, Fiquei impressionado em como a coisa foi fluindo.

O conto fala sobre Joshua e sua crescente obsessão por um espécime lendário capturado acidentalmente por um barco pesqueiro.

Se querem saber, vale muito a leitura. Vocês podem encontrar o conto na minha página do recanto das letras ou no meu blog "The Story Teller"

Fiquem bem.

sábado, 11 de junho de 2011

Sobre "Algum dia em Dezembro"


No post passado falei sobre "As Oito Salas de Lielsen", conto que estou a terminar em breve. Neste o assunto será uma outra obra minha, mas desta vez não estou perto de terminar. Estou perto de continuar.

"Algum dia em Dezembro" começou a ser escrito entre 2006 e 2007 e é um dos meus trabalhos mais pessoais. O livro narra a viagem de William Stoikev pelo Reino Unido, em uma desesperada tentativa do jovem de se encontrar de uma vez, descobrir quem é. No caminho, pessoas e situações vão se apresentando, e Will vai se graduando na dura escola que é a vida. Os conflitos internos de Stoikev e suas descobertas dão a tônica do trabalho e é uma leitura que vale a pena. Digo isso não apenas por gostar do livro, mas até agora todos que leram viram algo especial ali. E isso é muito gratificante pra mim.

Nesses anos todos que passaram eu tive meus próprios conflitos, meus altos e baixos, meus momentos bons e ruins. Se me tornei alguém melhor eu não sei, embora goste de acreditar que sim. O fato é que houve alguma evolução, e a obra talvez chegue mesmo a refletir algumas dessas minhas construções internas.
Teve ano que tudo o que fiz foi revisar alguns capítulos. Mas não pensem que foi por perfeccionismo, porque não foi. Apesar de eu gostar de tudo o mais perfeito possível, minha relação com esse livro em especial sempre foi um tanto conturbada, como se William e eu nos desafiássemos a ir em frente.

Pois eu estou seguindo definitivamente, e é hora do jovem Stoikev fazer o mesmo.

No final desse mês escrevo e publico na net, depois de um hiato de quase um ano e meio, o capítulo vinte e seis dessa história. Depois disso, o livro se tornará semanal, e seguirá assim até o fim. Pretendo até o final de setembro concluir a obra.

Aliás, digo que até o final de setembro o livro, enfim, depois de mais de quatro anos, chegará ao fim.

Não esperem um produto extremamente refinado por causa de seu longo tempo de produção. É apenas uma obra que lutou para chegar ao fim. Uma obra que gosto muito.

Fiquem bem.


segunda-feira, 6 de junho de 2011

Sobre "As Oito Salas de Lielsen"


É interessante quando vamos chegando ao fim de uma obra. A mistura de tristeza com alívio e satisfação é algo único e que fazia muito tempo que eu não sentia. Terminei apenas dois livros na vida, sendo que em um deles eu mal tinha feito oito anos. Para festejar a ocasião, no fim do segundo, aos quinze anos, lembro-me que quis abrir uma champanhe.

Depois disso passei um tempo em que começava vários livros, mas não finalizava nenhum. No início da vida adulta é que comecei com os contos. Mas terminar um conto geralmente não tem a mesma glória que terminar um livro. Escrevi, salvo engano, oito contos até agora, dos quais seis estão na net para ser lidos, um não tenho interesse de publicar, embora talvez o faça quanto tiver contos suficientes para um livro, e o outro foi feito na pressa, quase de má vontade, por causa de um concurso, e ficou uma droga.

Porém há algo diferente em "As Oito Salas de Lielsen". Vejo a obra chegando ao fim e me sinto quase como se estivesse perto de concluir um livro.

Não sei se é por causa do tamanho, ele é o conto mais longo que já escrevi, com mais que o dobro de páginas do conto que ocupa o segundo lugar, e isso ainda incompleto, se é por causa da complexidade da coisa ou se é porque ele está fazendo parte do meu processo de renascimento literário.

O conto narra as desventuras de Lielsen, adolescente que descobre ter que atravessar oito salas para poder tomar uma decisão muito importante. Dizer mais do que isso seria entregar a espinha dorsal dramática da trama.

Estou publicando o conto semanalmente, uma sala por semana, e hoje saiu a sexta. Dentro de duas semanas a jornada do simpático rapaz chegará ao fim, atingindo talvez a marca de trinta e cinco páginas, ou até mais. Seja como for, é uma conquista. Obrigado por todos os que acompanharam e incentivaram.

Para quem ainda não leu, se interessar, aqui vai o link da primeira sala: http://www.recantodasletras.com.br/contossurreais/2942740

As outras estão aí também.

Fiquem bem.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Blogs e páginas e blogs e páginas, essas coisas aí.

Eu estou em um momento de reorganização digital. Sou um escritor e uma pessoa que gosta de se expressar e falar certas coisas, logo, sendo a internet generosa do jeito que é, fico tentado a ter vários espaços pra falar de muitos assuntos. Mas o que seria pra mim realmente necessário? Vejamos, já tenho uma página no recanto das letras, lugar onde tenho espaço suficiente para colocar boa parte do meu trabalho literário, mas não é o suficiente. Por quê? Porque eu tenho projetos mais complexos, eis o porque, e porque nem tudo o que escrevo está relacionado à literatura, muito embora eles também ofereçam espaço pra pensamentos e outras matérias.

Então o que faço?

Bom, eu tenho este blog, área digital que guardo com bastante carinho, onde posso falar de tudo e ser o mais pessoal que ousaria ser em se tratando de páginas públicas. Aqui as pessoas podem me ler à vontade e tirar qualquer conclusão que acharem melhor. Exposição da porra, claro, mas não me importo, sou o que sou sem máscaras, com todos os meus defeitos e qualidades. Não são poucos os defeitos, mas também não são poucas qualidades. Sim, tenho muitas. Me acha arrogante por escrever isso? É um direito seu, eu não ligo, seja feliz, etc, etc.

Acontece que eu amo o cinema, os games, e óbvio, a música. Tá, então eu tenho mais três blogs. Um voltado a cinema, seriados e animes, outro aos games e outro à música. Bacana, o que falta?

Falta meu espaço para a literatura fora do recanto das letras. Assim sendo, tenho meu blog de histórias, onde posto contos, e em breve, livros. Tenho também o de poesias e letras, onde coloco versos meus e dos outros. O que está ainda faltando? Está faltando lugares onde posso divulgar meus universos fantásticos, e é por isso que criei um blog exclusivo para as Terras Eternas, mundo de fantasia criado por mim. Lá será uma espécie de enciclopédia do mundo, e conterá livros, contos e páginas diversas sobre inúmeros assuntos.

Completou?

Não. Sou corretor de imóveis e tenho uma queda por engenharia e arquitetura. É mais que uma queda, já que pretendo trabalhar pra valer na área no futuro, então, lógico, um blog que abordasse o campo tinha que ser criado. E assim o foi.

Ainda possuo um blog de culinária que está muito abandonado.

Vamos contar?

Isso, nove blogs, fora o recanto das letras. E isso porque três deles que não mencionei aqui serão deletados, com suas postagens incorporadas aos outros. Ainda não decidi se acabo com o de culinária ou o deixo como mero passatempo inocente mensal. Estou mais inclinado a seguir a segunda opção.

Na verdade eu tinha um projeto unificador que acabou não saindo ainda, o Mayal´s Mind. Um mega blog ou um site, onde eu pudesse tratar de tudo que me interessa, com as sessões bem divididas, organizadas. Hoje já não sei se seria o mais ideal, pelo menos não da forma que o tinha idealizado.

De qualquer modo, aqui está onde vocês podem achar minhas palavras:

1 - Recanto das letras -> http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=88180

Boa parte da minha produção literária vem pra cá. Tenho fé em Deus que não vai demorar para eu publicar algo.

2 - Almost a Journal of Thoughs, Days, and Dreams -> Vocês estão nele.

3 - Poems, Lyrics and some Wine -> http://poemslyricsandsomewine.blogspot.com/

Meu espaço para poemas, letras de música, sonetos, acrósticos e tudo o mais nessa linha. Também coloco coisas de outras pessoas aqui, dando o devido crédito, claro.

4 - The Story Teller -> http://thetellerstory.blogspot.com/

Aqui ficam os livros e contos que não fazem parte de nenhum universo em particular.

5 - Cozinhar é coisa de macho -> http://cozinharecoisademacho.blogspot.com/

O nome é auto explicativo. Apesar de estar abandonado, tenho quase certeza que irei mantê-lo e torná-lo mensal, pelo menos.

6 - Music of our Universe -> http://musicofouruniverse.blogspot.com/

Meu espaço musical. Sem música não vivo.

7 - Game Field -> http://mayalgamefield.blogspot.com/

Jogos em geral e tudo o que rodeia esse mundo são o assunto aqui. Tenho muita estima por esse blog. Foi o primeiro que o amor da minha vida ajeitou pra mim. Está ajeitando ainda.

8 - To Watch -> http://towatchblog.blogspot.com/

Cinema, séries e animes. Esta trinca dá o tom deste projeto.

9 - Terras Eternas -> http://terraseternas.blogspot.com/

Este é o lugar onde tudo o que diz respeito às Terras Eternas, um dos meus mundos fantásticos, será revelado. Adoro ele.

No momento em que escrevo este post muitos dos blogs aí acima ainda não estão reformulados ou feitos por completo, mas creio que em menos de um mês todos estarão do jeito que é pra ficar. Agradeço especialmente aqui à Carol, minha linda, que está me ajudando muito com a parte estrutural das páginas. Beijo, fofa. Eu te Amo.

E vocês, fiquem bem e valeu de verdade o apoio.