sábado, 21 de maio de 2011

Sou um escritor


Depois de muito anos finalmente se estabelece o óbvio. Eu sou um escritor. Não consigo ficar sem escrever, sem estudar, ler e pensar para novas obras criar. Não tenho como segurar esse impulso crescente, que estava tão somente quieto, dormente.

As palavras descortinam-se pra mim, cheias de significado, traduzindo da melhor forma que podem o mundo, as pessoas e sensações em volta.

Isso estava na minha cara o tempo todo, porque não abracei com todas as forças antes? O que estava eu fazendo, meu Deus do céu? Vamos aos fatos.

Com dois anos de idade já sabia as letras e no meu quarto ano de vida já lia melhor do que muitos garotos com o dobro, até o triplo de minha idade. Aos oito anos escrevi meu primeiro livrinho, o qual até hoje guardo com carinho em uma gaveta de minha bancada. Aos nove e dez anos contava histórias pra todos, contos que prendiam a atenção dos ouvintes de uma forma que, agora vejo, não era normal.

Toda a minha adolescência foi produtiva. Criei mundos de fantasia e ficção científica, tramas, personagens, enfim, foram centenas e centenas de páginas, a maioria delas hoje já inexistentes.

Terminei meu segundo livro com quinze anos. Ele tinha 380 páginas e se passava no ainda precário universo das Terras Eternas. Deletei-o sem dó, insatisfeito com o resultado. Antes de depois dele muita coisa apareceu: Trevas, Galáxia, Operações Secretas, War, Dimensões, Quarto 45, outro projetos para Elo da Paz, inúmeras poesias em folhas de caderno já destruídas, incontáveis esboços para as mais variadas histórias, pensamentos diversos... enfim.

Sempre amei escrever, sempre foi algo que me completou. É uma atividade que realmente faz parte de mim, está enraizada na minha alma. Sem escrever eu não sou eu. Sem escrever, eu não vivo de verdade.

Já passou da hora de tirar o atraso.

Fiquem bem.

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