
Começo agora a narrar minhas aventuras no reino distante do cu da cobra, um lugar encravado nas serras paulistas, escondido dos olhos do mundo.
A cidade em questão é Bragança Paulista, interior de São Paulo. É lá que reside a mulher da minha vida, por enquanto, e eu farei tão longa viagem quantas vezes forem necessárias até ficarmos juntos em definitivo. Mas antes de falar das viagens em si, vou contar brevemente a inusitada história que temos, tema pra filme, sem dúvidas. Acham que é exagero romântico? Pois bem, leiam e verão que não é.
Segue abaixo.
Mais abaixo.
Exato, aqui mesmo. -> Nossa linda história começou de maneira no mínimo muito interessante. Eu, ainda jovem e sem o fardo imposto a mim por minhas 24 primaveras, outonos, verões e invernos, fiz um blog em um site obscuro a fim de postar alguns contos que eu havia começado a escrever. Quando comecei a fazer isso mostrava apenas aos amigos e conhecidos mais chegados. Pois é, nunca fui um ás da divulgação.
Qual não é minha surpresa ao ver um outro ser humano comentando os contos espontaneamente? Eu não havia divulgado por aí, então ela me achou por pura sorte.
Curioso, fui até a página da criatura no blog e na descrição vi que ela clamava ter nascido no ido ano de mil novecentos e vinte. Escrevi por extenso pra fazer vocês sentirem o drama, não por que senti saudades da primeira série do ensino fundamental.
A primeira coisa que pensei foi: Nossa, que velhinha descolada. Legal.
E segui com minha vida, estudando, escrevendo, enfim, vivendo.
Foi quando decidi publicar no mesmo blog enterrado nas entranhas da internet um livro que estou escrevendo.
Dessa vez meu quase inexistente trabalho de divulgação mostrou ser capaz de ficar ainda mais ineficiente, pois só apresentei o projeto a alguns amigos e chegados anda mais próximos. Perdoável, afinal o livro ainda não estava pronto. Na verdade ainda não está. Tenso.
Bom, qual não é a minha surpresa quando, depois de uns meses, encontro a velhinha comentando também no livro, capítulo por capítulo! I mean, how the hell did she find the blog?
Fui percebendo que ela não era uma senhora octogenária e estimei a idade dela entre 15 e 20 anos.
Os meses foram passando e as trocas de comentários continuaram. Um jamais havia visto o rosto do outro, ou ouvido a voz. Mas estranhamente eu gostava muito dos comentários dela e esperava ansiosamente pelo próximo, só pra poder interagir.
Um tempo razoável se passou sem ela comentar. Foi então que vi uma mensagem pessoal dela pra mim pelo blog.
E depois eu continuo a história. Eu disse que era incomum.
Fiquem bem!

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