
Hoje fiquei sabendo de algo comum no nosso país. Uma banda com duvidoso talento musical, pra não dizer nulo, plagiou o riff de uma música do Angra, uma das mais importantes bandas do cenário nacional, reconhecida e aclamada internacionalmente e com muito mais brasilidade do que muita coisa cultuada com fervor nestas terras tupiniquins.
Ao ler o que os indivíduos defensores do Parangolé escrevem pra defender o crime, fico abismado mais uma vez com nosso país. Eles dizem que é inveja pelo sucesso, generalizam de forma a parecer que todos gostam da “música” que bandas como essas fazem e alguns ainda tentam ironizar dizendo que já estão preparando o carnaval baiano, festa essa que as pessoas precisariam “juntar dinheiro o ano inteiro” para comparecer, ou seja, generalizando mais uma vez, isso quando simplesmente não xingam, como animais raivosos sem capacidade de argumentação mínima.
São incapazes de compreender a própria ignorância e o quão astigmatas estão sendo. Para eles todos escutam o que eles escutam e pronto, não conseguem entender que existe algo chamado identidade musical, entre outras coisas.
Mas esse não é o foco. O ponto é que bandas de forró estilizado, axé, pagode, funk, sertanejo e outras do tipo, notoriamente copiam riffs e músicas inteiras de artistas nacionais e internacionais, e a massa ignorante consome achando que está diante de um grupo criativo, gosta do que está ouvindo, sem nem saber na grande maioria dos casos que a versão original está sendo estuprada, o que não é justo. Muitos músicos estudam por anos, criam suas obras, dá trabalho, aí chega alguém e simplesmente copia e faz sucesso em cima sem nem dar crédito? E o pior, tem gente que defende injustiças assim. Defendem o errado.
É tudo muito oba, oba, mas tenho esperança que um dia acabe.
Parabéns ao Angra por vir a público.
Fiquem bem.
