
No Carnaval eu descansei mais do que gostaria e até deveria, pra ser sincero. Que não se repita.
No entanto, uma coisa me chamou muito a atenção. Um jogo de videogame já com certa idade. Explico.
Sou uma pessoa que gosta de estar observando e absorvendo ideias criativas, sejam elas na forma de livros, séries, animes, filmes, quadrinhos, peças, música ou jogos eletrônicos. Eu gosto da arte, gosto da expressão humana, pois se mostra um campo realmente interessante e imersivo, onde por vezes reflexões profundas são feitas acerca de temas diversos. Outras vezes significa apenas divertimento sem compromisso.
Sendo assim, estou sempre jogando alguma coisa, lendo algo, assistindo, ouvindo.
Pois bem, estava a fim de jogar algo que não fosse tão denso quanto os outros jogos que estou jogando nesse momento (Silent Hill 4 com toda a sua perturbação e Rogue Galaxy com toda a complexidade que um RPG top tem a oferecer), e que servisse pra relaxar, que fosse uma empreitada mais leve e não linear. Vasculhando meus queridos jogos de Playstation 2 encontro minha estimada, porém nunca terminada, coleção de GTA. Quatro jogos originais, dos quais apenas um comecei pra valer e fui quase até o final, há anos, o Grand Theft Auto III.
Na época que jogava intensamente o terceiro título da série eu de verdade não entendia porque a comunidade gamer o colocava lá em cima. Ok, era divertido, desafiador como poucos (mesmo), tinha um mapa absurdo de grande e total liberdade para exploração.
Mas não sei, bugs inexplicáveis, sensação de repetição, gráficos fracos e um personagem mudo sem muito background não me pareciam motivo de tamanho culto. O jogo era bom, fato, e só.
Misteriosamente, quando procurava algo que servisse de distração aos jogos principais, senti uma vontade doida de jogar algum GTA. Primeiro porque eu havia comprado o box com os quatro por quase duzentos reais, seria heresia não joga-los até o fim. Segundo, porque me parecia que seria o momento.
Tenho fixa na minha cabeça a ideia de terminar todos até o final do ano, mas decidi começar por Grand Theft Auto: Vice City, segundo título da série para o imortal Playstation 2.
O jogo me puxou de um modo que raras peças de arte foram capazes de fazer e eu finalmente me rendi.
O enredo é bem básico. Tommy Vercetti, o protagonista, é um bandido de alto calibre que vai até Vice City pra participar de uma troca simples, porém envolvendo muito dinheiro. Um grupo entrega a cocaína e o outro entrega a grana.
Mas uma emboscada é armada e todos são assassinados, sendo Tommy um dos únicos sobrevivente. Agora ele tem que recuperar todo o dinheiro perdido se quiser continuar vivo. Desse modo ele vai se envolvendo com os figurões do crime local, fazendo serviços para eles e crescendo no conceito de cada um, até ir ficando poderoso o suficiente pra ir fazendo seu próprio nome no crime.
O que encanta mesmo são os personagens, muitíssimo bem construídos, o trabalho de dublagem e a montagem das cenas, feitas à perfeição.
E no jogo então?
Poxa, a sensação de liberdade, a bela Vice City, missões variadas, e principalmente... Que trilha sonora é essa?!
Temos coisas do calibre de Roxy Music, REO Speedwagon, Michael Jackson, INXS, Bryan Adams, Yes, Lionel Richie, Twisted Sister, Mötley Crue, Ozzy Osbourne, IRON MAIDEN, Megadeth, Slayer, Tears for Fears, Kool and the Gang e um monte de gente de peso, inclusive artistas latinos!
Cruzar avenidas ouvindo música desse nível é algo libertador.
Falam que a trilha sonora, que fica em forma de estações de rádio, sempre foi um dos destaques de GTA, mas não lembro de obras tão marcantes no terceiro game da série.
O fato é que agora que comecei Vice City está difícil voltar aos jogos principais, e meu tempo escasseou, pois agora estou trabalhando novamente.
Queria apenas deixar registrado aqui o carinho que peguei por essa pérola da Rockstar. Sem dúvida jogarei os outros. O próximo da lista é o San Andreas, curiosidade está a mil aqui.
Mas agora, é hora de fazer anúncios e organizar arquivos.
Fiquem bem.

4 comentários:
Tive sensações semelhantes com o San Andreas... Zerei =D
Pois a curiosidade pra experimentar o San Andreas está fortíssima. O mapa dele é seis vezes maior que o de Vice City, um Estado inteiro, tem ainda mais variedade, melhoras na jogabilidade, enredo e personagens que prendem a pessoa novamente e pelo que vi a trilha sonora não fica muito atrás.
De qualquer forma, peguei um carinho forte por Vice City, mesmo a cidade em si não sendo tão variada como a Liberty City do III.
mimimi
eu tb quero jogar 9.9
ou pelo menos assistir
Ai Lóvi U S2
Você ainda vai me assistir jogando GTA.
Vida!!!
Amo você!!!!
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