quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O Expurgo

Os últimos dois dias foram de provação intensa pra mim, especialmente ontem. Passei mais de vinte e quatro horas com uma febre que oscilava entre 38 a 40 graus. Começou de repente e logo estava eu tendo até convulsões e perdendo a consciência.

Todo o meu corpo doía, o menor sopro de vento era como se fosse uma afiada lâmina glacial, estava fraco como jamais lembro de ter estado.

Pela primeira vez na vida cheguei a pensar seriamente que minha hora havia chegado.

Engraçado foi a tranquilidade com que reagi à possível constatação. Tristeza, claro, mas tranquilidade.

O curioso é que essa minha súbita doença não parece normal... é como se eu estivesse sendo provado, como se alguma espécie de expurgo estivesse sendo feito. Eu senti que o que se passava comigo era algo além da esfera física, uma espécie de teste, talvez. Qual não foi minha surpresa quando minha namorada me disse que teve a mesma sensação, de que talvez "fosse para eu ficar doente". O detalhe é que ela me falou isso antes de eu comunicar-lhe minhas impressões.

Pois bem, passei no teste, o expurgo foi feito. Ainda não me encontro cem por cento, mas não deixei-me abater em nenhum momento.

Estou vivo. Vamos viver, então.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O que fazer com as capivaras?


Estava eu me mantendo informado, como tenho o hábito de fazer, quando... ok, primeiro entendam o que eu quero dizer por me manter informado.

Eu costumo, diariamente, entrar em sites como a BBC Brasil, o PE 360 graus, o Gamasutra, IGN, Mídia sem Máscara, Whiplash, Le Monde, Vermelho.org, Estado de São Paulo e no Bragança Jornal Diário, entre outros lugares, pra ter uma ideia do que acontece no meu planeta, país, estado, cidade, e também no estado e cidade em que minha linda mora.

Então, estava eu mantendo-me informado quando me deparo com a manchete principal na página do jornal eletrônico Bragantino. A cidade passa por um dilema: Eles não decidiram ainda o que fazer com as capivaras que habitam os arredores do lago do Taboão, uma das áreas mais belas do lugar, diga-se de passagem. Estão entre o abate e o remanejamento, e o assunto parece tomar um precioso tempo das autoridades locais.

É uma maravilha.

A maior preocupação da cidade é o que fazer com as capivaras.

Olho em volta pra minha velha Recife...

O crime se espalhando com roubos e homicídios frequentes, diários, prostituição à vontade, inclusive de menores, guerra de tráfico, trânsito beirando o intrafegável em algumas horas do dia, sujeira em todo lugar, prédios, casas, ruas esburacadas e monumentos largados, abandonados, a insegurança reina, gritos nas ruas, povo desconfiado, como se andasse numa selva. Parece uma panela de pressão. A Gotham City brasileira.

Só que não temos um Batman.

Ah, mandem as capivaras pra cá, por favor.






segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Foco no que importa




O amor da minha vida voltou pra São Paulo hoje no início da manhã após uma estadia de 47 dias. A despedida foi muito difícil e dolorosa. Só nos veremos pessoalmente outra vez em dezembro. No entanto, essa vinda dela para cá contribuiu mundos para a minha evolução. Agora não só tenho metas concretas a alcançar, como antes, mas sei exatamente como fazer isso, e o mais importante: Minha vontade foi elevada à décima potência.

Algo despertou em mim, algo muito forte, mais poderoso que a vida.

Ótimo momento para isso acontecer, tendo em vista que essa semana acaba o primeiro mês do segundo ciclo. Mas como nem tudo são rosas perfumadas, tomei uma das decisões mais difíceis da minha vida. Não estudo mais nenhum instrumento musical. Não estudo mais música.

Parar de insistir com o que não está dando certo é necessário se quisermos crescer. Eu parei, pelo menos por uns anos. Continuarei, contudo, um assíduo apreciador, como sempre fui, mas essa nobre arte não mais ocupará as duas a quatro horas do meu dia que antes ocupava.

Hora de ter foco.

Fiquem bem.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Depois do dia 8 de Agosto

Oi vocês.

Digamos que o ciclo da estruturação profunda começou bem mais profundo do que eu esperava, e já caminho para o fim de seu primeiro mês com uma perspectiva das coisas que me afetam totalmente diferente.

Minha linda ainda está aqui comigo, mas infelizmente por pouco tempo, volta no dia 22. E depois desse dia faço um texto mais longo.

Fiquem bem.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Só volto a postar depois do dia 08 de Agosto

As coisas estão indo bem, a saudades já se faz presente, pois minha linda partirá no dia oito do próximo mês, e as reflexões estão a mil. No próximo dia 25 encerrarei o primeiro ciclo e estou feliz ao constatar que houve um avanço muito significativo. Vencida a primeira etapa, a ordem é fortalecer a armadura, pensar mais positivo e não deixar nada me desviar do caminho que escolhi.

Esses próximos dias serão de organização, pensamento, e principalmente, tempo passado com Carol. Em agosto estou de volta.

Fiquem bem.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Enfim, decidi

Quem tem a curiosidade de acompanhar essas páginas sabe que há muito tempo venho tentando me encontrar. Talvez eu não tenha colocado a problemática de forma literal, mas está mais do que claro para qualquer um que nessas linhas se debruçarem. Muitas coisas me cativam e despertam-me o interesse, mas nessas duas últimas semanas, especialmente nesta última, tudo tem ficado mais claro de vez, finalmente. Já não era sem tempo, tenho 25 anos, praticamente.

A vinda da mulher da minha vida pra cá com certeza ajudou-me a pensar melhor. Sim, Carol está aqui comigo e estamos bastante satisfeitos com o test drive do casamento.

Quero fazer três coisas na vida, além, claro, de montar uma bela família, viajar bastante e ajudar os outros. Existe um trio que eu realmente amo.

Música, literatura/ linguística e jogos eletrônicos, e gostaria de viver minha vida baseado nisso.

O que tenho que fazer está claro: Dar ainda mais o sangue no meu trabalho de corretor, estudar a sério para o vestibular de letras, continuar meu aprendizado musical e jogar o maior número de jogos possíveis, começando a entrar em programação daqui a uns anos.

Apesar de muito teimar, sou jovem e tenho tempo. Não muito pra começar, mas tenho, e aproveitarei bem.

Levar a sério a vida e dividi-la em ciclos foi a decisão mais sábia que já tomei. Graças a Deus.

Agora é só seguir. E vocês, fiquem bem.

sábado, 2 de julho de 2011

Menos alguns blogs



À medida que o tempo vai passando e vou chegando perto do final do primeiro ciclo, prioridades ficam mais claras e o foco vai se estabelecendo magicamente onde tem que se estabelecer. Hoje deletei o "To Watch", o blog que eu havia construído pra tratar de filmes, séries e animes. Percebi que o tema não é algo que eu me sinto totalmente preparado pra explorar em um blog e também notei que meu tempo é mesmo escasso, assim sendo, prefiro colocar outras coisas como principais, como o "Music of our Universe" e o "Game Field", por exemplo, além do recanto as letras e outros blogs.

Deletei também dois blogs que havia feito voltados para a área de negócios em que atuo. Não conseguiria mantê-los como deveria. No mais, neste exato momento estou deletando também a minha página no myspace e sinceramente não sei se algum dia voltarei a ter conta lá. Era uma rede social que eu não estava usando, minha página encontrava-se entregue às traças. Ensaiei voltar a frequentá-la mas não dá, já tenho muita coisa pra cuidar na net e chega de fazer as coisas de qualquer jeito.

É desta maneira que estou caminhando, descobrindo o que realmente importa e dando o meu melhor nisso. Meu caminho vai ficando cada vez mais claro e desobstruído.

Fiquem bem.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Globo terrestre


Hoje eu dei uma geral imensa não só no meu quarto, mas na casa toda. Se for juntar tudo o que saiu daqui teremos uns oito sacos de lixo grande, cheios, com revistas, papéis soltos, vhs, cadernos, documentos antigos que nada mais valem, jogos incompletos ou quebrados, além de uma televisão portátil, uma gaiola de chinchilas e um globo terrestre.

Lembro-me que eu era criança quando ganhei aquele globo e fiquei fascinado. Durante anos era meu costume olhá-lo com frequência, decorando os países e suas principais cidades, montando rotas de viagem, girando-o e parando seu movimento a esmo, com o indicador sobre algum país aleatório que, em minha imaginação, eu iria em breve. Muitas vezes eu dava com o dedo no meio do oceano, mas era incrível como Canadá, China e Rússia marcavam presença nos acertos. Na vez que acertei a suíça fiquei feliz.

No entanto, hoje o globo já está ultrapassado. O mundo mudou, e além disso, muitas áreas já estavam descascando. Curiosamente o Brasil era o lugar que em pior estado se encontrava.

O que me chamou atenção, porém, era que enquanto eu caminhava carregando o globo para perto do lixo na área de serviço, uma sensação prazerosa assaltou-me de súbito.

Adorei segurar o mundo nas mãos.

domingo, 19 de junho de 2011

O Ciclo de Nove meses



Quando decidi dar um jeito de vez na minha vida no dia 25 de Abril desse ano, já imaginava que teria dificuldades grandes, e não estava errado. Elas vieram, maiores do que sempre foram, agigantaram-se na minha frente mais armadas do que nunca, em bando, furiosas, querendo me derrubar a todo custo.

Muitos desses odiosos gigantes conseguiram me fazer encontrar o chão de forma dolorosa, mas eles não contavam que eu fosse levantar e continuar lutando. Não apenas continuar de forma débil e fraca, mas combater com fogo nos olhos e decisão no espírito. Dessa vez as lutas foram pra vencer.

E fui fazendo os gigantes tombarem, um por um. Pisei nas suas cabeças, humilhei-os, mostrei que estava diferente, os fiz ver com quem estavam lidando agora. Entre uma peleja e outra, também aproveitei parar matar a segunda das duas bruxas que tem me atormentado por anos a fio. A auto-sabotagem está extinta do meu mundo. Morta. Não mais é.

Mas os gigantes... ah, eles são numerosos e insistentes.

Prevendo que a campanha de guerra será mais longa do que o esperado a princípio, dividi minha reestruturação em três ciclos de três meses. Ao final desses nove meses, tal como uma criança vem ao mundo, eu estarei ressurgido por completo.

O primeiro ciclo acaba no dia 25 de julho. Nesta data já estarei, se Deus quiser, com toda a base necessária para vencer qualquer gigante, monstro ou o que for que surja na minha frente sem levar muitos danos, sem cair com força outra vez. É o ciclo do preparo e fortificação.

No dia 25 de outubro chegarei ao fim do segundo ciclo, onde me encontrarei firme com uma rocha nos meus propósitos, basicamente um outro homem, porém com toda a minha essência preservada, sendo eu ainda, mas um eu profundamente mudado. É o ciclo da estruturação profunda.

Finalmente, no dia 25 de Janeiro de 2012, nove dias após meu vigésimo quinto aniversário, estarei completando os nove meses para poder renascer como realmente quero. É o ciclo do renascimento, onde provavelmente ocorrerão as mudanças mais profundas. É onde a parte ruim do meu antigo eu morre de uma vez por todas.

Que venham os gigantes. Essa guerra já é minha.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Sobre "O Aquário"


Como já falei aqui sobre duas obras minhas, duas obras especialmente marcantes guardadas as devidas proporções, diga-se de passagem, percebi que é sim uma boa ideia eu discorrer um pouco sobre livros, contos, roteiros ou peças que sejam feitos por mim.

Hoje vou falar brevemente de "O Aquário", um conto de que gosto especialmente por vários motivos. Primeiro que trata do tema de sereias, e o oceano com suas lendas e imensidão sempre foi algo que me atraiu. Segundo porque neste conto construí um personagem bem diferente de todos que havia feito até então. Joshua foi algo novo pra mim. Em terceiro lugar, foi um exercício literário involuntário, pois todas as nove páginas da história não contém um único diálogo, foi assim que fluiu melhor pra mim, e curiosamente toda vez em que eu pensava encaixar uma conversa direta, ela parecia deslocada e sem propósito.

Por mim, em quarto lugar, poucas vezes entrei em transe literário escrevendo algo, e uma das vezes mais intensa foi nessa obra, que concluí em apenas uma tarde, Fiquei impressionado em como a coisa foi fluindo.

O conto fala sobre Joshua e sua crescente obsessão por um espécime lendário capturado acidentalmente por um barco pesqueiro.

Se querem saber, vale muito a leitura. Vocês podem encontrar o conto na minha página do recanto das letras ou no meu blog "The Story Teller"

Fiquem bem.

sábado, 11 de junho de 2011

Sobre "Algum dia em Dezembro"


No post passado falei sobre "As Oito Salas de Lielsen", conto que estou a terminar em breve. Neste o assunto será uma outra obra minha, mas desta vez não estou perto de terminar. Estou perto de continuar.

"Algum dia em Dezembro" começou a ser escrito entre 2006 e 2007 e é um dos meus trabalhos mais pessoais. O livro narra a viagem de William Stoikev pelo Reino Unido, em uma desesperada tentativa do jovem de se encontrar de uma vez, descobrir quem é. No caminho, pessoas e situações vão se apresentando, e Will vai se graduando na dura escola que é a vida. Os conflitos internos de Stoikev e suas descobertas dão a tônica do trabalho e é uma leitura que vale a pena. Digo isso não apenas por gostar do livro, mas até agora todos que leram viram algo especial ali. E isso é muito gratificante pra mim.

Nesses anos todos que passaram eu tive meus próprios conflitos, meus altos e baixos, meus momentos bons e ruins. Se me tornei alguém melhor eu não sei, embora goste de acreditar que sim. O fato é que houve alguma evolução, e a obra talvez chegue mesmo a refletir algumas dessas minhas construções internas.
Teve ano que tudo o que fiz foi revisar alguns capítulos. Mas não pensem que foi por perfeccionismo, porque não foi. Apesar de eu gostar de tudo o mais perfeito possível, minha relação com esse livro em especial sempre foi um tanto conturbada, como se William e eu nos desafiássemos a ir em frente.

Pois eu estou seguindo definitivamente, e é hora do jovem Stoikev fazer o mesmo.

No final desse mês escrevo e publico na net, depois de um hiato de quase um ano e meio, o capítulo vinte e seis dessa história. Depois disso, o livro se tornará semanal, e seguirá assim até o fim. Pretendo até o final de setembro concluir a obra.

Aliás, digo que até o final de setembro o livro, enfim, depois de mais de quatro anos, chegará ao fim.

Não esperem um produto extremamente refinado por causa de seu longo tempo de produção. É apenas uma obra que lutou para chegar ao fim. Uma obra que gosto muito.

Fiquem bem.


segunda-feira, 6 de junho de 2011

Sobre "As Oito Salas de Lielsen"


É interessante quando vamos chegando ao fim de uma obra. A mistura de tristeza com alívio e satisfação é algo único e que fazia muito tempo que eu não sentia. Terminei apenas dois livros na vida, sendo que em um deles eu mal tinha feito oito anos. Para festejar a ocasião, no fim do segundo, aos quinze anos, lembro-me que quis abrir uma champanhe.

Depois disso passei um tempo em que começava vários livros, mas não finalizava nenhum. No início da vida adulta é que comecei com os contos. Mas terminar um conto geralmente não tem a mesma glória que terminar um livro. Escrevi, salvo engano, oito contos até agora, dos quais seis estão na net para ser lidos, um não tenho interesse de publicar, embora talvez o faça quanto tiver contos suficientes para um livro, e o outro foi feito na pressa, quase de má vontade, por causa de um concurso, e ficou uma droga.

Porém há algo diferente em "As Oito Salas de Lielsen". Vejo a obra chegando ao fim e me sinto quase como se estivesse perto de concluir um livro.

Não sei se é por causa do tamanho, ele é o conto mais longo que já escrevi, com mais que o dobro de páginas do conto que ocupa o segundo lugar, e isso ainda incompleto, se é por causa da complexidade da coisa ou se é porque ele está fazendo parte do meu processo de renascimento literário.

O conto narra as desventuras de Lielsen, adolescente que descobre ter que atravessar oito salas para poder tomar uma decisão muito importante. Dizer mais do que isso seria entregar a espinha dorsal dramática da trama.

Estou publicando o conto semanalmente, uma sala por semana, e hoje saiu a sexta. Dentro de duas semanas a jornada do simpático rapaz chegará ao fim, atingindo talvez a marca de trinta e cinco páginas, ou até mais. Seja como for, é uma conquista. Obrigado por todos os que acompanharam e incentivaram.

Para quem ainda não leu, se interessar, aqui vai o link da primeira sala: http://www.recantodasletras.com.br/contossurreais/2942740

As outras estão aí também.

Fiquem bem.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Blogs e páginas e blogs e páginas, essas coisas aí.

Eu estou em um momento de reorganização digital. Sou um escritor e uma pessoa que gosta de se expressar e falar certas coisas, logo, sendo a internet generosa do jeito que é, fico tentado a ter vários espaços pra falar de muitos assuntos. Mas o que seria pra mim realmente necessário? Vejamos, já tenho uma página no recanto das letras, lugar onde tenho espaço suficiente para colocar boa parte do meu trabalho literário, mas não é o suficiente. Por quê? Porque eu tenho projetos mais complexos, eis o porque, e porque nem tudo o que escrevo está relacionado à literatura, muito embora eles também ofereçam espaço pra pensamentos e outras matérias.

Então o que faço?

Bom, eu tenho este blog, área digital que guardo com bastante carinho, onde posso falar de tudo e ser o mais pessoal que ousaria ser em se tratando de páginas públicas. Aqui as pessoas podem me ler à vontade e tirar qualquer conclusão que acharem melhor. Exposição da porra, claro, mas não me importo, sou o que sou sem máscaras, com todos os meus defeitos e qualidades. Não são poucos os defeitos, mas também não são poucas qualidades. Sim, tenho muitas. Me acha arrogante por escrever isso? É um direito seu, eu não ligo, seja feliz, etc, etc.

Acontece que eu amo o cinema, os games, e óbvio, a música. Tá, então eu tenho mais três blogs. Um voltado a cinema, seriados e animes, outro aos games e outro à música. Bacana, o que falta?

Falta meu espaço para a literatura fora do recanto das letras. Assim sendo, tenho meu blog de histórias, onde posto contos, e em breve, livros. Tenho também o de poesias e letras, onde coloco versos meus e dos outros. O que está ainda faltando? Está faltando lugares onde posso divulgar meus universos fantásticos, e é por isso que criei um blog exclusivo para as Terras Eternas, mundo de fantasia criado por mim. Lá será uma espécie de enciclopédia do mundo, e conterá livros, contos e páginas diversas sobre inúmeros assuntos.

Completou?

Não. Sou corretor de imóveis e tenho uma queda por engenharia e arquitetura. É mais que uma queda, já que pretendo trabalhar pra valer na área no futuro, então, lógico, um blog que abordasse o campo tinha que ser criado. E assim o foi.

Ainda possuo um blog de culinária que está muito abandonado.

Vamos contar?

Isso, nove blogs, fora o recanto das letras. E isso porque três deles que não mencionei aqui serão deletados, com suas postagens incorporadas aos outros. Ainda não decidi se acabo com o de culinária ou o deixo como mero passatempo inocente mensal. Estou mais inclinado a seguir a segunda opção.

Na verdade eu tinha um projeto unificador que acabou não saindo ainda, o Mayal´s Mind. Um mega blog ou um site, onde eu pudesse tratar de tudo que me interessa, com as sessões bem divididas, organizadas. Hoje já não sei se seria o mais ideal, pelo menos não da forma que o tinha idealizado.

De qualquer modo, aqui está onde vocês podem achar minhas palavras:

1 - Recanto das letras -> http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=88180

Boa parte da minha produção literária vem pra cá. Tenho fé em Deus que não vai demorar para eu publicar algo.

2 - Almost a Journal of Thoughs, Days, and Dreams -> Vocês estão nele.

3 - Poems, Lyrics and some Wine -> http://poemslyricsandsomewine.blogspot.com/

Meu espaço para poemas, letras de música, sonetos, acrósticos e tudo o mais nessa linha. Também coloco coisas de outras pessoas aqui, dando o devido crédito, claro.

4 - The Story Teller -> http://thetellerstory.blogspot.com/

Aqui ficam os livros e contos que não fazem parte de nenhum universo em particular.

5 - Cozinhar é coisa de macho -> http://cozinharecoisademacho.blogspot.com/

O nome é auto explicativo. Apesar de estar abandonado, tenho quase certeza que irei mantê-lo e torná-lo mensal, pelo menos.

6 - Music of our Universe -> http://musicofouruniverse.blogspot.com/

Meu espaço musical. Sem música não vivo.

7 - Game Field -> http://mayalgamefield.blogspot.com/

Jogos em geral e tudo o que rodeia esse mundo são o assunto aqui. Tenho muita estima por esse blog. Foi o primeiro que o amor da minha vida ajeitou pra mim. Está ajeitando ainda.

8 - To Watch -> http://towatchblog.blogspot.com/

Cinema, séries e animes. Esta trinca dá o tom deste projeto.

9 - Terras Eternas -> http://terraseternas.blogspot.com/

Este é o lugar onde tudo o que diz respeito às Terras Eternas, um dos meus mundos fantásticos, será revelado. Adoro ele.

No momento em que escrevo este post muitos dos blogs aí acima ainda não estão reformulados ou feitos por completo, mas creio que em menos de um mês todos estarão do jeito que é pra ficar. Agradeço especialmente aqui à Carol, minha linda, que está me ajudando muito com a parte estrutural das páginas. Beijo, fofa. Eu te Amo.

E vocês, fiquem bem e valeu de verdade o apoio.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Compromissos literários para os anos de 2011 e 2012


Uns dias atrás me assumi sem medo como um escritor. É essa uma das atividades que mais gosto de desempenhar na vida, isso sou eu e eu sou isso. Quem é Yuri Mayal? É um escritor. Em nenhum campo artístico tenho uma ambição tão grande quanto na área da escrita, apesar de amar muito a música, o cinema e os jogos eletrônicos.

Assim sendo, pincelarei brevemente aqui o cronograma de obras para esse ano e o ano que vem.

2011

1 - O Cetro de Ishkar - Livro de fantasia medieval passado nas Terras Eternas, universo fantástico criado por mim.

2 - Mortes - Conto que narra as crises de Ambrose, um anjo da morte que não quer mais matar.

3 - As Oito Salas de Lielsen - Conto que acompanha o jovem Lielsen nas suas desventuras por oito salas bem estranhas.

4 - Algum dia em Dezembro - Conheçam William Stoikev e seu recorrente problema com identidade. Desesperado para se encontrar de uma vez, o jovem começa uma cruzada pelo Reino Unido.

5 - Segunda temporada de Saint Seiya: Erga Omnes - Fan Fiction passada no universo dos cavaleiros do zodíaco. Mostra novos guerreiros e uma ameaça ainda maior pairando sobre a terra, envolvendo quatro panteões diferentes.

2012

1 - Escrever ao menos 4 contos

2 - Terceira temporada de Erga Omnes

3 - Lugar nenhum - O título é provisório. É um suspense que tem como núcleo uma família de brasileiros que vai morar em uma pequena cidade norte americana.

4 - A Velha - Livro de terror. Um homem é constantemente atormentado por uma velha que parece sempre o estar seguindo, sempre estar de olho nele.

E é isso. Claro que muitas outras coisas podem surgir, sejam livros ou contos, sem contar as poesias, haikais e tantas outras formas de construção literária que não enumerei aqui, mas que sem dúvida surgirão aos montes no decorrer desse ano e meio. Eu apenas tenho que estabelecer uma base razoável.

Havia um outro projeto para 2012 mas achei prudente não colocá-lo ainda, pois preciso de vasta pesquisa para poder realizá-lo com competência.

Leiam-me.

Fiquem bem.

sábado, 28 de maio de 2011

Adeus, Inércia.


É com muita satisfação que venho anunciar que a Inércia, a minha mais pavorosa inimiga, está oficialmente derrotada. Alquebrada de modo irreversível, a vil vilã sabe que contra mim muito pouco pode atualmente, e esse pouco em breve se tornará nada.

Eu venci. Com a ajuda de Deus, da Carol e com uma força de vontade que eu sempre soube que tinha mas nunca havia usado totalmente, eu derrotei a Inércia. Mesmo nos ataques mais severos dela hoje em dia quase nada acontece, eu consigo fazer as coisas essenciais do mesmo jeito, muito mais que apenas elas, até.

Estou livre. Agora com licença, tenho uma vida pra viver.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Um mês de conquistas


No dia 25 de Abril desse ano eu decidi de uma vez por todas tomar jeito. Nada de inércia, nada de desânimo, nada de deixar problemas de nenhuma natureza me afetar de forma perigosa, enfim. Eu decidi viver bem e vencer. Devo dizer que estou muito satisfeito com o que consegui nesse mês completado ontem. Evoluí minhas habilidades musicais, li mais, trabalhei mais, escrevi mais, me aproximei de Deus, valorizei mais as pessoas, estudei mais, agradeci mais, emagreci, vi mais coisas, sorri mais, me diverti mais... vivi mais.

Como um amigo meu me falou numa conversa por msn, após notar meu inegável avanço: "nada como um pouquinho de disciplina".

Pois é. É impressionante o quanto a pessoa avança se simplesmente aprender a lutar contra as adversidades e contra ela mesma, a se organizar e levar a organização a sério. Não é um caminho agradável e florido, eu não consegui ouvir as ondas do mar quebrando nos recifes enquanto o alento da brisa marítima me acariciava o rosto. Não senti o cheiro bom da terra molhada enquanto caminhava preguiçosamente pelo campo recém banhado de chuva.

Não era como se eu estivesse numa cama forrada com veludo e dezenas de travesseiros. As tentações chegam, a preguiça bate na porta, os problemas surgem maiores do que nunca, o universo parece conspirar pra te derrubar e fazer você continuar exatamente como era.

Mas o universo também percebe que você está dando tudo de si pra sair da maldita situação, e vai ajudando aos poucos. E ajuda cada vez mais.

Nesse mês eu mostrei que posso ir tão longe quanto sonho, mas também ficou claro o quão conturbada será a estrada.

A recompensa, entretanto, é o que pode haver de melhor e mais valioso no mundo.

Fiquem bem.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

E mais uma semana tem início


Outra semana começou. Ontem, na verdade, mas falando em termos práticos, segunda feira é o dia em que as semanas começam.

Hoje muita gente está iniciando um regime, prometendo ser uma pessoa melhor, reorganizando a vida, reclamando do pior dia da semana, acordando tarde para o trabalho, fazendo e pensando toda sorte de coisas que se faz e se pensa numa segunda feira.

Eu estou somente com a sensação de que posso conquistar o mundo. E você?

Fiquem bem.

sábado, 21 de maio de 2011

Sou um escritor


Depois de muito anos finalmente se estabelece o óbvio. Eu sou um escritor. Não consigo ficar sem escrever, sem estudar, ler e pensar para novas obras criar. Não tenho como segurar esse impulso crescente, que estava tão somente quieto, dormente.

As palavras descortinam-se pra mim, cheias de significado, traduzindo da melhor forma que podem o mundo, as pessoas e sensações em volta.

Isso estava na minha cara o tempo todo, porque não abracei com todas as forças antes? O que estava eu fazendo, meu Deus do céu? Vamos aos fatos.

Com dois anos de idade já sabia as letras e no meu quarto ano de vida já lia melhor do que muitos garotos com o dobro, até o triplo de minha idade. Aos oito anos escrevi meu primeiro livrinho, o qual até hoje guardo com carinho em uma gaveta de minha bancada. Aos nove e dez anos contava histórias pra todos, contos que prendiam a atenção dos ouvintes de uma forma que, agora vejo, não era normal.

Toda a minha adolescência foi produtiva. Criei mundos de fantasia e ficção científica, tramas, personagens, enfim, foram centenas e centenas de páginas, a maioria delas hoje já inexistentes.

Terminei meu segundo livro com quinze anos. Ele tinha 380 páginas e se passava no ainda precário universo das Terras Eternas. Deletei-o sem dó, insatisfeito com o resultado. Antes de depois dele muita coisa apareceu: Trevas, Galáxia, Operações Secretas, War, Dimensões, Quarto 45, outro projetos para Elo da Paz, inúmeras poesias em folhas de caderno já destruídas, incontáveis esboços para as mais variadas histórias, pensamentos diversos... enfim.

Sempre amei escrever, sempre foi algo que me completou. É uma atividade que realmente faz parte de mim, está enraizada na minha alma. Sem escrever eu não sou eu. Sem escrever, eu não vivo de verdade.

Já passou da hora de tirar o atraso.

Fiquem bem.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Um Ano!


Antes de continuar a narrar minhas aventuras no cu da cobra, quero deixar registrado aqui esse dia especialíssimo.

Hoje faz um ano que estou namorando a mulher da minha vida.

Muito posso dizer, mas as palavras se embaralham nessa hora, e tudo o que posso fazer é agradecer a Deus pela existência de tão doce e paciente criatura. Sei que nunca mais estarei sozinho novamente, pois agora eu tenho ela comigo. Sei que descobri o mais puro e sincero dos amores, e só me resta deixar fluir a felicidade que sinto por estar com minha linda.

Minha melhor amiga, minha mulher.

Eu vou casar com essa garota. Por causa dela fui até o cu da cobra, por ela faria tudo.

Você é minha vida, Carol.

Parabéns pra nós. Esse foi o primeiro ano do resto de nossas vidas juntos.

Eu te Amo, coisa fofa.

Vida!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Jornada ao cu da cobra - Parte 01: Como tudo começou


Começo agora a narrar minhas aventuras no reino distante do cu da cobra, um lugar encravado nas serras paulistas, escondido dos olhos do mundo.

A cidade em questão é Bragança Paulista, interior de São Paulo. É lá que reside a mulher da minha vida, por enquanto, e eu farei tão longa viagem quantas vezes forem necessárias até ficarmos juntos em definitivo. Mas antes de falar das viagens em si, vou contar brevemente a inusitada história que temos, tema pra filme, sem dúvidas. Acham que é exagero romântico? Pois bem, leiam e verão que não é.

Segue abaixo.

Mais abaixo.

Exato, aqui mesmo. -> Nossa linda história começou de maneira no mínimo muito interessante. Eu, ainda jovem e sem o fardo imposto a mim por minhas 24 primaveras, outonos, verões e invernos, fiz um blog em um site obscuro a fim de postar alguns contos que eu havia começado a escrever. Quando comecei a fazer isso mostrava apenas aos amigos e conhecidos mais chegados. Pois é, nunca fui um ás da divulgação.

Qual não é minha surpresa ao ver um outro ser humano comentando os contos espontaneamente? Eu não havia divulgado por aí, então ela me achou por pura sorte.
Curioso, fui até a página da criatura no blog e na descrição vi que ela clamava ter nascido no ido ano de mil novecentos e vinte. Escrevi por extenso pra fazer vocês sentirem o drama, não por que senti saudades da primeira série do ensino fundamental.
A primeira coisa que pensei foi: Nossa, que velhinha descolada. Legal.

E segui com minha vida, estudando, escrevendo, enfim, vivendo.

Foi quando decidi publicar no mesmo blog enterrado nas entranhas da internet um livro que estou escrevendo.

Dessa vez meu quase inexistente trabalho de divulgação mostrou ser capaz de ficar ainda mais ineficiente, pois só apresentei o projeto a alguns amigos e chegados anda mais próximos. Perdoável, afinal o livro ainda não estava pronto. Na verdade ainda não está. Tenso.

Bom, qual não é a minha surpresa quando, depois de uns meses, encontro a velhinha comentando também no livro, capítulo por capítulo! I mean, how the hell did she find the blog?

Fui percebendo que ela não era uma senhora octogenária e estimei a idade dela entre 15 e 20 anos.

Os meses foram passando e as trocas de comentários continuaram. Um jamais havia visto o rosto do outro, ou ouvido a voz. Mas estranhamente eu gostava muito dos comentários dela e esperava ansiosamente pelo próximo, só pra poder interagir.

Um tempo razoável se passou sem ela comentar. Foi então que vi uma mensagem pessoal dela pra mim pelo blog.


E depois eu continuo a história. Eu disse que era incomum.

Fiquem bem!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Sobre plágio musical em terras nossas


Hoje fiquei sabendo de algo comum no nosso país. Uma banda com duvidoso talento musical, pra não dizer nulo, plagiou o riff de uma música do Angra, uma das mais importantes bandas do cenário nacional, reconhecida e aclamada internacionalmente e com muito mais brasilidade do que muita coisa cultuada com fervor nestas terras tupiniquins.

Ao ler o que os indivíduos defensores do Parangolé escrevem pra defender o crime, fico abismado mais uma vez com nosso país. Eles dizem que é inveja pelo sucesso, generalizam de forma a parecer que todos gostam da “música” que bandas como essas fazem e alguns ainda tentam ironizar dizendo que já estão preparando o carnaval baiano, festa essa que as pessoas precisariam “juntar dinheiro o ano inteiro” para comparecer, ou seja, generalizando mais uma vez, isso quando simplesmente não xingam, como animais raivosos sem capacidade de argumentação mínima.

São incapazes de compreender a própria ignorância e o quão astigmatas estão sendo. Para eles todos escutam o que eles escutam e pronto, não conseguem entender que existe algo chamado identidade musical, entre outras coisas.

Mas esse não é o foco. O ponto é que bandas de forró estilizado, axé, pagode, funk, sertanejo e outras do tipo, notoriamente copiam riffs e músicas inteiras de artistas nacionais e internacionais, e a massa ignorante consome achando que está diante de um grupo criativo, gosta do que está ouvindo, sem nem saber na grande maioria dos casos que a versão original está sendo estuprada, o que não é justo. Muitos músicos estudam por anos, criam suas obras, dá trabalho, aí chega alguém e simplesmente copia e faz sucesso em cima sem nem dar crédito? E o pior, tem gente que defende injustiças assim. Defendem o errado.

É tudo muito oba, oba, mas tenho esperança que um dia acabe.

Parabéns ao Angra por vir a público.

Fiquem bem.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Não agarrem-se a seus planos


Não estou dizendo que não devemos planejar. Planejar, montar o que você gostaria de fazer no futuro, vislumbrar onde gostaria de estar e anotar tudo isso, levando realmente a sério, criando metas e afins, é de uma utilidade sem tamanho, especialmente se você é um ser humano altamente disciplinado.

O fato porém é que a vida contém variáveis incalculáveis que costumam surgir tão de repente quanto uma barata.

Planeje-se, mas não se apaixone por seus planos. No máximo goste muito deles.

Note que planos e sonhos são diferentes, apaixone-se pelos seus sonhos, mas não pelos planos que você estruturou para alcançá-los.

No mais, planejamentos em geral demandam tempo, tempo que você poderia estar investindo realizando coisas, tocando o lado prático. Contemplação, análise e reflexão são importantes, mas se forem o foco por muito tempo, a vida não acontece.

Aprendi que é melhor fazer planos mais imediatos, porém sem nunca deixar de visar o objetivo principal, o sonho, assim os imprevistos que a vida coloca e outros fatores não conseguem nos tirar do caminho.

Planejar menos, fazer mais, sonhar mais, focar no final, não no caminho. Esses últimos dias me ensinaram isso, finalmente.

Fiquem bem.

sábado, 12 de março de 2011

Lembrando


Há meses atrás fiquei de narrar minhas aventuras no cu da cobra. Pois bem, isso está bem perto de acontecer, não havia esquecido, não, mesmo porque preciso muito escrever sobre essa maravilhosa e inusitada experiência. Então, a qualquer momento, hoje, amanhã ou daqui a uns dias, começarei a narrar minha jornada ao cu da cobra.

Fiquem bem.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Eu e GTA: Vice City


No Carnaval eu descansei mais do que gostaria e até deveria, pra ser sincero. Que não se repita.

No entanto, uma coisa me chamou muito a atenção. Um jogo de videogame já com certa idade. Explico.

Sou uma pessoa que gosta de estar observando e absorvendo ideias criativas, sejam elas na forma de livros, séries, animes, filmes, quadrinhos, peças, música ou jogos eletrônicos. Eu gosto da arte, gosto da expressão humana, pois se mostra um campo realmente interessante e imersivo, onde por vezes reflexões profundas são feitas acerca de temas diversos. Outras vezes significa apenas divertimento sem compromisso.

Sendo assim, estou sempre jogando alguma coisa, lendo algo, assistindo, ouvindo.

Pois bem, estava a fim de jogar algo que não fosse tão denso quanto os outros jogos que estou jogando nesse momento (Silent Hill 4 com toda a sua perturbação e Rogue Galaxy com toda a complexidade que um RPG top tem a oferecer), e que servisse pra relaxar, que fosse uma empreitada mais leve e não linear. Vasculhando meus queridos jogos de Playstation 2 encontro minha estimada, porém nunca terminada, coleção de GTA. Quatro jogos originais, dos quais apenas um comecei pra valer e fui quase até o final, há anos, o Grand Theft Auto III.

Na época que jogava intensamente o terceiro título da série eu de verdade não entendia porque a comunidade gamer o colocava lá em cima. Ok, era divertido, desafiador como poucos (mesmo), tinha um mapa absurdo de grande e total liberdade para exploração.

Mas não sei, bugs inexplicáveis, sensação de repetição, gráficos fracos e um personagem mudo sem muito background não me pareciam motivo de tamanho culto. O jogo era bom, fato, e só.

Misteriosamente, quando procurava algo que servisse de distração aos jogos principais, senti uma vontade doida de jogar algum GTA. Primeiro porque eu havia comprado o box com os quatro por quase duzentos reais, seria heresia não joga-los até o fim. Segundo, porque me parecia que seria o momento.

Tenho fixa na minha cabeça a ideia de terminar todos até o final do ano, mas decidi começar por Grand Theft Auto: Vice City, segundo título da série para o imortal Playstation 2.

O jogo me puxou de um modo que raras peças de arte foram capazes de fazer e eu finalmente me rendi.

O enredo é bem básico. Tommy Vercetti, o protagonista, é um bandido de alto calibre que vai até Vice City pra participar de uma troca simples, porém envolvendo muito dinheiro. Um grupo entrega a cocaína e o outro entrega a grana.

Mas uma emboscada é armada e todos são assassinados, sendo Tommy um dos únicos sobrevivente. Agora ele tem que recuperar todo o dinheiro perdido se quiser continuar vivo. Desse modo ele vai se envolvendo com os figurões do crime local, fazendo serviços para eles e crescendo no conceito de cada um, até ir ficando poderoso o suficiente pra ir fazendo seu próprio nome no crime.

O que encanta mesmo são os personagens, muitíssimo bem construídos, o trabalho de dublagem e a montagem das cenas, feitas à perfeição.

E no jogo então?

Poxa, a sensação de liberdade, a bela Vice City, missões variadas, e principalmente... Que trilha sonora é essa?!

Temos coisas do calibre de Roxy Music, REO Speedwagon, Michael Jackson, INXS, Bryan Adams, Yes, Lionel Richie, Twisted Sister, Mötley Crue, Ozzy Osbourne, IRON MAIDEN, Megadeth, Slayer, Tears for Fears, Kool and the Gang e um monte de gente de peso, inclusive artistas latinos!

Cruzar avenidas ouvindo música desse nível é algo libertador.

Falam que a trilha sonora, que fica em forma de estações de rádio, sempre foi um dos destaques de GTA, mas não lembro de obras tão marcantes no terceiro game da série.

O fato é que agora que comecei Vice City está difícil voltar aos jogos principais, e meu tempo escasseou, pois agora estou trabalhando novamente.

Queria apenas deixar registrado aqui o carinho que peguei por essa pérola da Rockstar. Sem dúvida jogarei os outros. O próximo da lista é o San Andreas, curiosidade está a mil aqui.

Mas agora, é hora de fazer anúncios e organizar arquivos.

Fiquem bem.

quarta-feira, 9 de março de 2011

The dog days are over


E então.

Eu meio que abandonei isso aqui outra vez, richtig?

Não vai acontecer de novo. Digo, esse blog especificamente pode ficar sem receber posts por um tempo, mas no geral, se eu passar uma semana sem soltar algum texto de qualquer natureza, salvo por motivos de força maior, é porque eu não tenho mais jeito. Como eu tenho jeito, sim, isso não vai acontecer.

São muitos projetos, muitas ideias e quase nenhum tempo. É bom resolver, senão chegarei aos trinta sem realizar nada que realmente valha a pena.

Coisas são fáceis de fazer. Apenas precisam começar a ser feitas.

Just do it.

Vou deixar minha marca no mundo e começo hoje.

Fiquem bem.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

The Quest Begins

Olha eu aqui de novo. Eu disse que não abandonaria meus blogs e dessa vez estava realmente falando sério. Sei que ainda é cedo pra confiar, mas verão.

Voltei de Bragança e ainda vou contar aqui como foram as coisas lá, mas não começarei nesse post.

Na verdade quero apenas dizer que o meu sono foi muito triste e meu almoço demasiado solitário. Era como se parte de mim faltasse.

Decidi não sentir mais isso por muito tempo. Já estava firme em meus propósitos e agora então nem se fala. Deixei o amor de minha vida me esperando a mais de 2000 quilômetros de distância, e cruzarei isso quantas vezes forem necessárias até ficarmos juntos.

Eu te amo, Carol. Obrigado pelos melhores dias da minha vida. É só questão de tempo.

The Quest Begins

Fiquem bem.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Jornada ao cu da cobra


Feliz ano novo para quem estiver lendo isso. Pensei em escrever aqui que em 2011 uma nova era de verdade começa pra mim, mas além de soar clichê ficaria genérico.

...

O fato é que em 2011 uma nova era de verdade começa pra mim. Neste exato momento estou em Bragança Paulista, ou, como minha linda carinhosamente chama, estou escrevendo do cu da cobra.

Muitas coisas bacanas pra escrever, muitas reflexões feitas. Iniciarei o quanto antes a narrar minha passagem por aqui. É muito importante pra mim, pois encontrei o amor da minha vida e estamos finalmente namorando oficialmente.

O ano começou bem, na verdade eu não lembro de um ano na minha vida que tenha começado melhor.

Mas enfim, além do que se passou aqui (e se passará) há muitas outras coisas pra escrever. Não vou mais abandonar meus blogs, e eu tenho plena consciência que já disse isso no mínimo umas cinco vezes, mas sou teimoso.

Vamos que vamos.

Happy new Year!!!

Ah, a foto acima é do cu da cobra.