sábado, 28 de agosto de 2010

Sunset


Hoje no final da tarde eu me detive por um tempo para olhar o pôr do sol.

Observar o céu rajado de um rosa que aos poucos vai se tornando vermelho, sentir a atmosfera desse momento mágico é algo incrível. Teria sido perfeito se ela estivesse ao meu lado.

Não quero aqui começar mais uma conversa clichê de "ah, as pessoas hoje em dia não param pra absorver os momentos mais únicos da vida"

As pessoas hoje em dia simplesmente não param.

Suas mentes nunca estão plenamente no agora.

1 - Óbvio que estou fazendo uma generalização, o que não quer dizer que eu não saiba que existem exceções.

2 - Não estou dizendo que pensar no futuro é ruim e muito menos que o passado não ensina lições valiosas.

As mentes de hoje em dia nunca estão plenamente no agora, os futuros que elas tramam é um futuro imediato e o passado em que elas pensam é um passado recente.

Assim sendo, milhares de pessoas tem as vidas escoando pelos dedos e não se dão conta disso. Estar vivo se tornou um impulso de projeções imediatistas tanto pra frente quanto para trás.

A essência aos poucos vai se perdendo.

Os momentos únicos tratados como se nada fossem.

Um engraçadinho pode pensar: "Pôr do sol não é algo único. Todo final de tarde acontece"

A você, preciosa criatura que chegou a pensar isso, duas coisas.

Primeiro que o que estou dizendo aqui é bem mais amplo do que a ideia que você parece estar montando aí.

Segundo que um pôr do sol nunca é igual ao outro, um amanhecer nunca é igual ao outro.

Um dia, por mais atolado de procedimentos rotineiros que seja, jamais é igual a outro.

Por momentos únicos entendam preciosos instantes proporcionados pela vida.

Eles estão aí o tempo todo, uns mais marcantes e mais poderosos que outros, mas estão aí. Cada vez menos reparados.

Há cada vez menos vida no ser humano.

Não me alongarei.

Fiquem bem.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Notas de uma madrugada


Pois bem, há alguns meses falei aqui sobre minha eterna batalha contra a insônia, e lembro que cheguei mesmo a vangloriar-me da vitória.

Como fui tolo.

A bruxa ramelenta de frios dedos esquálidos apenas havia feito uma retirada estratégica para reunir forças, arquitetar novos planos, foi buscar uma maneira de fazer prevalecer sobre mim a maldição dos olhos abertos, justo quando eu pensei ter dela me libertado.

Mas sou guerreiro e não me curvarei, um dia a subjugarei em definitivo.

Passar uma noite em claro eventualmente, ou mesmo algumas, é normal, mas o que ocorre comigo é algo desgraçadamente constante.

Pois bem, e que fazer?

Deixarei aqui um registro destas minhas horas insones. Espero que o notebook não resolva desligar sozinho.

Vamos lá.

São 01:39 neste exato momento. Vou compor um pouco e depois ler. No momente estou lendo "O Símbolo Perdido" de Dan Brown. Não torçam o nariz, Brown tem seus méritos e eu estava precisando de algo leve depois de coisas como "O Mundo de Sofia", "O Processo" e "Introdução à Filosofia" (este último de Miguel Reale)

By the way, gosto bastante de Kafka.

01:42. Bom vou fazer o que disse que ia fazer.

02:53 - Terminei uma música e li um pouco. Agora vou comer alguma coisa e voltar a ler. Ou talvez organize uns arquivos aqui no note, ou dê uma geral no quarto.

Sono que é bom, nada.

03:50 - Queria um sniper rifle com visão noturna pra atirar em certo galo

04:17 - Tédio

04:46 - Tédio ainda

05:01 - Vou acompanhar o sol nascer e zanzar um pouco pela casa

05:32 - Friozinho saudável

05:45 - ... acho que vou ler mais um pouco

06:37 - Já deu pra ter uma noção, né? Pois é, insônia é foda.

Fiquem bem

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

There and back again

Não quero ser o corpo da roda, quero ser um dos dentes da engrenagem.

Fiquem bem.

Voltei e é pra valer.