
Vazio, triste, sem rumo, confuso, estranho, perdido...
Nem sempre estamos bem, mas hoje, nesse 21 de Abril de 2010 eu me sinto como se estivesse sumindo, como se a existência não fosse algo tão importante. O espírito da apatia envolveu-me com seus braços frios formados por desinteresse, e eis que eu vegeto simplesmente.
Por vezes me falta algo que posso comparar com o oxigênio. Tento puxar o sopro vital mas sou impedido por alguma coisa nunca muito clara, mais obscura talvez do que essas palavras, e francamente, já estou muito cansado de tudo isso.
O cansaço me devora, em todos os aspectos, em todos os sentidos.
Muitas coisas deram errado, umas outras tantas procederam como deveriam proceder, mas ainda assim... é tudo tão inútil... tudo parece ser tão desprovido de significado.
Mas eu sei que as coisas não são assim. Existe uma diferença entre mim e aqueles que se entregam sem esforço contrário a esse tipo de sentimento, situação.
Eu não me entrego. Luto com todas as forças que eu posso reunir contra essa merda. Não deixo NADA me derrubar de forma definitiva. Sempre enfrentaremos quedas, levaremos pancada, a vida muitas vezes teimará em tentar nos espancar, mas uma hora ela cansa, e quando ela cansar o revide será mortal.
Eu subjugarei a vida, meu nome estará lá no alto. Meus sonhos não são pequenos. Tenho alguns um tanto megalomaníacos, outros mais singelos e pueris, como fazer uma existência fantástica ao lado de quem eu amo.
Como posso me encarar no espelho, encarar os outros, se eu me deixar abater por causa de uma porra de uma apatia?
Para trás ó espírito imundo da descrença e inércia, desenlace da minha alma a sua carcaça depressiva para que o fogo volte a brilhar nos meus olhos, para que meu corpo novamente seja como as montanhas.
Desapareça, coisa imunda, e se voltar estarei pronto para o combate mais uma vez!
Me vencer você não pode.

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