sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O bem mais precioso do mundo

Pensei durante dias se publicava esse texto ou não. Não há nada demais com ele, não é algo que as pessoas lerão e pensarão "nossa, esse cara é foda escrevendo". Não quis fazer paralelos, metáforas, enfim, nada de grandioso. As palavras aqui estão cruas e práticas, nem imagem coloquei pra acompanhar o texto.

Não soltei antes porque via essas linhas como algo muito pessoal, mas após um tempo mudei de ideia. Bom, aqui vai.

O tempo. É a ele que me refiro no título. Muitas pessoas tratam com leviandade inúmeros aspectos da vida, não prestam a devida atenção nas coisas, não valorizam um banho como se deve, uma paisagem, a beleza de uma música ou de um pássaro. Muitos não dão o valor merecido às pessoas que realmente importam, sejam parentes ou amigos.

Talvez essas palavras não estejam fazendo lá muito sentido, acho que não estou conseguindo passar o que quero.

Bom, como algumas pessoas já sabem, decidi ficar rico, a vida é nossa, somos nós quem fazemos nossas escolhas e traçamos o caminho que queremos. Nessa empreitada estou gastando muita energia e um tempo precioso, tendo em vista que trabalho 3 expedientes de segunda a sexta, dois aos sábados e a partir de domingo passado trabalho pela manhã nesse dia, podendo se estender à tarde em alguns casos.

Nunca me fez tão bem passear pelas teclas do meu piano, dedilhar meu violão. Sabe, nunca li um livro ou um artigo com tanto fervor, nunca prestei tanta atenção ao movimento das coisas no dia a dia, nunca fiz tanta questão de estreitar laços com os amigos...

Nunca corri com tanto gosto e tanta vontade no calçadão, observando o mar rajado do branco lunar enquanto suas ondas fracas quebram na areia.

(ri um pouco) nunca brinquei com tanta animação com minha chinchila.

Venho pra casa de carro, a janela aberta, música alta, o vento batendo no rosto. Não tinha noção de como isso podia ser tão bom.

Quando não se tem tempo, não se tem nada.


domingo, 14 de fevereiro de 2010

Sou péssimo com títulos


Dois dias atrás estava eu em um plantão de vendas, desanimado, tinha acabado de levar um bolo de um cliente e fazia muito tempo que não tinha vendido nada. O combustível estava acabando e o desespero aos poucos ia se insinuando dentro de mim por vários outros motivos que não cabem ser expostos em um blog público.Não queria, não quero, voltar a depender de minha mãe. Ela já fez demais por mim por muito tempo. Fechei os olhos e pedi forças a Deus para continuar vivendo, continuar lutando. Ele fez mais do que isso. Me mandou três clientes naquela tarde, todos dispostos a fechar negócio. O primeiro chegou no momento em que eu acabara de desabafar internamente. Deus é fiel... nunca na minha vida essa frase fez tanto sentido como naquela tarde modorrenta.

Minha renda vem de comissões, sou corretor de imóveis no momento, e três vendas significa uma soma considerável...bem considerável hihi... Caham. Tal fato me deu ânimo pra continuar batalhando, pelos que eu amo, pelos meus sonhos.

Comissões no ramo de imóveis são bem generosas, estou no lugar certo pra fazer dinheiro e alcançar meus objetivos. Se por acaso bater aquele desânimo acima mencionado, sei que Ele estará ao meu lado. Deus ajuda a quem trabalha de verdade, quem derrama o suor e sente o peso do dia nas costas ao reclinar-se cansado à noite no sofá pra relaxar um pouco.

Assim vou seguindo, com um sorriso no rosto sempre que possível e a certeza de sonhos realizados no futuro.

Ah, porque sempre que possível? Oras, não é sempre que uma ser humano está com vontade de sorrir, e as coisas tem que ser espontâneas, tem dia que estou chato de dar raiva até a mim mesmo. Enquanto escrevo isto posso afirmar que não estou num desses dias.

Fiquem todos bem

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Eu & Insônia


Há mais de um ano travo uma guerra incessante contra ela, a dama que invade as minhas noites e me rouba as horas mais preciosas do dia. Mais de uma centena de batalhas foram travadas, e ambos temos nossas cotas de vitórias e derrotas. Posso afirmar sem medo que minha persistente adversária está muito ferida e não pode articular lá muito bem seus movimentos, mas de quando em vez essa peste arruma forças para lançar sobre mim a maldição dos olhos abertos. Lembro-me do tempo das trevas, embora a palavra trevas quando se trata deste assunto possa soar redundante, quando eu chegava a passar inacreditáveis seis a sete dias em claro. Quem me via naquele tempo tinha a visão mais próxima que um ser humano poderia ter de um zumbi.

Morfeu sempre tentou me ajudar, combatia ao meu lado todas as noites e todas as noites perdia. Eu e ele fomos bolando táticas para derrubar de vez a maldita criatura. Aos poucos fomos conseguindo avanços significativos, e uma época veio que eu pensei que a miserável estivesse para sempre banida de minha vida.

Foi um mês de sono.

Meu Deus como era bom dormir cerca de oito a nove horas todas as noites... O sol com seus raios matinais me encontrava bem disposto e com um ótimo aspecto, o azul do céu matutino me parecia sempre claro e convidativo, e não cínico e zombeteiro. Esse foi um período em que muitas de minhas coisas foram pra frente, tudo parecia melhor, tudo fazia mais sentido.

Mas a madame não havia se dado por vencida, e logo estava me espevinhando de tal forma que tudo começou a desandar novamente. Mas a insônia foi enfraquecendo, e hoje em dia é uma ameaça quase erradicada. Há umas semanas ele deu umas investidas pesadas, e aqui está nesta madrugada, ao meu lado enquanto escrevo, alquebrada mas presente, aproveitando se Deus quiser uma de suas últimas, senão quem sabe, última noite de vitória, como uma velha andrajosa e desgostosa prestes a recolher no futuro os frutos de seu insucesso.

Mas ela tem um motivo pra se alegrar. Por ter sido mesmo que negativamente parte marcante na minha vida, lhe escreverei uma música algum dia, ou pelo menos um poema.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

It is time to work, and work hard


Nos últimos dias um pensamento fixo vem ficando cada vez mais sólido. Ganhar dinheiro. Fazer dinheiro. Odeio ditados populares, mas estou com a faca e o queijo na mão, já começo a ver retorno e a ter aquela sensação de quanto mais eu me esforçar, mais coisas boas acontecerão de verdade. It is not a mere dream, it is reality, pure reality. Fico meio apreensivo pois sei que se dedicar minhas energias a isso e quebrar a cara vou demorar muito pra me erguer por completo. Que me levantarei me levantarei, sempre, não importa o tamanho da queda, a força do soco. Mas mesmo assim bate aquela apreensão.

Acontece que na vida temos que inevitavelmente tomar algumas decisões muito sérias, e essa é uma delas. A propósito, não estou gostando de como estou clichê hoje... Já mandei um ditado popular e vim com aquele papo de "decisões na vida". Afe. Mas o pior é que é bem por aí mesmo, e eu já decidi. A partir da semana que vem passarei a trabalhar três expedientes de segunda a sexta. No sábado continuarei com um só e o domingo eu tenho de folga, isso quando não houver algum compromisso extra na empresa. Esse ano vai ser meu no sentido financeiro, se Deus quiser. Potencial pra isso tenho e muito, é só semear no solo certo que... e lá vem eu com clichê outra vez... Quanto a faculdade, bem, amo Direito, é uma área que eu quero mesmo seguir academicamente falando, especialmente a parte criminal e internacional, mas o curso vai ficar trancado esse ano mesmo, pelo menos até o meio dele. E cinema? Não desisti, apenas chutei esse sonho mais pra frente. E é isso. A partir de segunda vou sentir o real peso do suor.

fiquem bem

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Nomeie como quiser


algumas pessoas devem conhecer bem a sensação de ficar longos minutos olhando para aquela barrinha piscando que indica onde será grafada a letra da vez e não conseguir escrever um "a". Pois bem, estou assim hoje, e como exercício resolvi começar falando justamente do que acontece para ver se daí algo melhor brotava. Coisas pra dizer, desabafar talvez, ponderar, enfim, eu tenho, mas as palavras se embaralham na minha mente de tal forma que na hora de tentar verbalizar, seja da forma que for, fica tudo confuso e embolado. Falo desabafar num sentido mais amplo da coisa, pois é óbvio que não o farei em sentido mais estrito em um blog público, faça-me o favor. Quando quero falar algo tenho algumas pessoas, pouquíssimas, em quem posso confiar e despejar o que sinto ou o que se passa, embora não faça isso com muita frequência. Na verdade, quase nunca faço, e não sei se isso é bom ou ruim.

é, mais que isso talvez não saia. Deixe-me tentar uma pequena poesia de uma estrofe.

Mais uma vez as palavras brincam comigo, riem de mim e fazem tudo ficar sem sentido
Dia após dia a vida segue seu curso, e o tempo, impiedoso, aplica seu castigo
As horas escoam entre meus dedos, e eu às vezes fico inerte, não é segredo
Um jovem cheio de energia, sonhos e esperanças, e que faz do tempo seu inimigo
Olha pra trás remoendo lembranças, das janelas dos anos escancara os postigos


Não ficou tão boa, creio eu... enfim

passar bem