sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Um título não faria sentido


Não é que deixei o blog de lado. Na verdade fico meio preocupado com essa minha tendência de deixar as coisas de lado, entretanto, nos últimos meses essa minha característica tem se atenuado de forma considerável e creio que estou seguindo rumo à cura. Muitas coisas aconteceram, do tipo de coisas que fazem um ser humano amadurecer. Não vejo o mundo com os olhos de antes... embora não saiba definir exatamente o que diabos eu quis dizer com isso. Sabe, ultimamente tenho sentido vontade de voltar a escrever poesia, rimar não é complicado, o difícil é fazer as palavras nesse formato transmitirem exatamente o que você quer passar. O fato é que quando esse objetivo é atingido, não há maneira melhor de se expressar.

Minha cabeça anda tão cheia de coisas... tudo muito desconexo, desorganizado. Talvez se eu arrumasse meu quarto de forma definitiva tudo ficasse mais claro...tenho a impressão de que ajudaria sim. Domingo verei se tenho coragem para tal empreitada.

O fato é que tenho 23 anos, estou com a faculdade de direito trancada, sou músico e escritor, tenho uma queda por idiomas, adoro aprender outras línguas, estou num trabalho que realmente dá dinheiro se a pessoa se esforçar, mas mesmo diante de tudo isso meu futuro me parece bastante incerto. Sei muito bem o que quero pra minha vida, e estou lutando com todas as forças para que meus objetivos sejam alcançados, mas ainda assim...

Amor. Por alguma razão enigmática esse palavra brotou na minha mente agora. Duvido muito que tenha alguém efetivamente lendo até aqui, se tiver, bom, não sei como está conseguindo acompanhar palavras que pulam de galho em galho, apenas detendo-se por pouco tempo para tratar do que quer que seja em cada um.

Já me perguntei por que raios eu não escrevo essas coisas pra mim mesmo, por que estou tornando público tudo isso.

Eu sei lá! Talvez esteja em busca de algum tipo mais sutil de compreensão, pra me certificar de sabe-se lá ao certo o quê, talvez eu tenha alguma necessidade patológica de reconhecimento, talvez eu seja apenas um cara estranho, talvez eu na verdade não faça a mínima ideia do real motivo.

Já chega por hoje.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Moving on






Último dia do ano de 2009. Resolvi ir na igreja pois já tinha dito ao pastor outro dia que apareceria por lá em tal data, e infelizmente, ou felizmente, sei lá, sou uma pessoa de palavra extremamente firme, o que me recorda que preciso tomar cuidado ao dizer algo, pois uma vez proferida por minha boca ou dedos, a decisão muito dificilmente será alterada. Minha mente está turva, e não, não bebi ou nada do tipo, apenas não consigo conectar as idéias desconexas que me surgem a respeito de muitas coisas. Esse texto foi realmente escrito no último dia do ano de 2009, mas só agora tive condições de postá-lo. Muita coisa aconteceu nesse ano findo, a mais importante, na minha esfera pessoal obviamente, foi a minha conversão ao Cristianismo. É tudo branco na minha cabeça nesse momento, não consigo pensar, ainda atordoado com um golpe muito forte que levei apenas uns poucos dias atrás. Na verdade dois dias atrás, no dia 29. O que houve eu não falarei, pois apesar do que o título do blog possa sugerir, aprecio minha privacidade e há coisas que não podem ficar expostas pra qualquer um chegar e meter o bedelho quando bem entender. Feliz ano novo pra quem estiver lendo isso. Enfim. Cheguei na igreja bem cedo para ter onde colocar o veículo, por veículo entendam carro, já que o vocábulo é amplo e em lato sensu pode designar até mesmo um jumento, e que fique claro, não tenho um. Sozinho, andando de um lado a outro na frente do grande prédio do templo, com sua torre e vitrais, algo me chamou a atenção, me pegando pelo ouvido. Era um piano. Em algum apartamento de um dos prédios em frente algum aluno aplicado se esfalfava pra tirar uma peça que eu mesmo já estudei há dois anos. Pena que o nome me foge à memória e eu não estou com paciência para catar a partitura e conferi-lo. Pouco depois outro piano me chama a atenção, esse vindo do templo. Foi interessante e curioso notar o contraste entre um pianista habilidoso e profissional e alguém ainda em suas primeiras viagens pelo mundo das teclas pretas e brancas. Foi interessante porque, se não fossem os ocasionais erros do principiante, não se saberia quem tocava há mais tempo. Tudo era música, e era lindo. Não sei bem se entendem o que estou querendo dizer, mas sinceramente, não estou nem aí se conseguem ou não compreender. Enfim, estou com fome.