terça-feira, 12 de outubro de 2010

Rebuilding


Sonhos.

Não falo daquelas sequências de eventos imaginários que ocorrem em nosso subconsciente quando estamos dormindo.

Muitas pessoas zombam dos sonhadores, ainda que de forma velada. Quanto maior o sonho, mais desacreditado ele fica para outros. E aí vem os pensamentos negativos, a inveja, o desejo genuíno por parte de algumas pessoas que você se dê mal, muitas vezes apenas para lustrar o ego alheio que estará festejando com sentenças internas tais quais "eu sabia" ou "eu avisei".

Iria me alongar no tema, começando com a seguinte frase: O mundo é vasto o suficiente para o sonho de todos ser realizado". Mas isso iniciaria uma longa reflexão filosófica que eu realmente não estou com cabeça para escrever, não agora.

Mas pensem por si mesmos e entenderão no que implica essa afirmação.

Se tiver metas na vida, se tiver sonhos, se existir um ou mais caminhos que você queira traçar, vá em frente, acredite.

Se ainda não achou respostas, não se conforme, começando a viver uma vida infeliz, continue procurando, uma hora ela aparece, e frequentemente é quando menos se espera.

Esse mês de outubro está sendo dolorosamente reflexivo para mim e tenho a impressão que ao término desses dias algo terá mudado.

Pra melhor, espero.

O auto enfrentamento é algo saudável, pois vai eliminando dúvidas destrutivas, criando questionamentos construtivos, e fortalecendo a essência dos sonhos.

Fiquem bem.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Ground Zero


Pensar

Reorganizar

Planejar

Tomar decisões

Definir caminhos

Abandonar

Retomar

Auto avaliação

Avançar

Reformular

Reafirmar

... Mais confuso do que nunca, justamente quando tenho em mim a certeza mais sólida que jamais tive.

Essa certeza no entanto, me guiará, e em seu tempo, tudo vai se encaixar.

Não demorará.

Fiquem bem.

domingo, 26 de setembro de 2010

A nona arte


Arte. A expressão máxima do espírito humano. Válvula de escape para alguns, meio de protesto para outros, forma de se externar o que se pensa ou sente, veículo que faz rir ou chorar, refletir, pensar.

Infelizmente muitos não compreendem essa elevação humana e fazem desse expediente mero entretenimento ou sequer levam em consideração qualquer importância artística, engessados pelas frias paredes da realidade, incapazes muitas vezes de perceber que são sufocados porque querem, porque permitem, cegos para notar as fendas e observar a existência de vários outros mundos e possibilidades além do que aquilo que os esmaga.

Quando muito conseguem apenas apreciar o retrato artístico da realidade, e ainda assim sem capturar as nuances necessárias para a completa absorção da mensagem.

Oscar Wilde tem uma frase famosa. "Toda arte é absolutamente inútil".

Não sei em que contexto ele a disse, não sei se foi um reflexo de si próprio, afirmando que sua arte ou a arte em geral de nada tinha adiantado pra ele, não sei se foi ironia. Como não dá pra saber o que exatamente ele quis dizer, me apego ao mais óbvio e discordo veementemente do autor de "O Retrato de Dorian Gray"

A arte é uma potencial resgatadora de vidas, objeto de motivação para inúmeras pessoas. Sejam as forças criativas, os artistas, ou os apreciadores, o resto do povo.

Há uma sectarização de visões da qual até pouco tempo atrás eu mesmo fazia parte. Óbvio que eu sabia que tudo era arte, mas não tinha verdadeiramente em mim a consciência de que cinema, teatro, literatura, música, pintura, escultura, dança, teatro e quadrinhos eram acima de tudo arte, pura e simplesmente arte, diferindo apenas o meio para desenvolvê-la.

Muitas pessoas tem seus nichos de preferência. Muitas se ligam mais em música, outros em cinema, outros ainda em pinturas, quadrinhos e por aí vai. Mas um sempre pesca algo do outro, de alguma forma.

Levei um tempo para compreender de forma total de que arte é arte, afinal.

Quem me deu esse toque foi a mulher que eu amo. Ela gosta muito de quadrinhos. Eu também gostava, mas não tanto quanto ela, não era um profundo conhecedor do meio. Passei a explorar mais essa seara por causa dela e estou descobrindo coisas fantásticas.

Antes meu conhecimento de quadrinhos se resumiam a Hergé, Goscinny e Uderzo, alguns gibis da disney, Mauricio de Souza, uns tantos mangás e claro, arcos da Marvel e da DC.

Hoje já conheci literatura de primeira nesse meio artístico. Will Eisner é simplesmente fantástico, só lendo vocês entenderão. E também já vi muitas outras coisas boas. Ontem li uma história de Kyle Baker cheia de tensão, dava até agonia e neste momento, enquanto escrevo, uma obra de Neil Gaiman e Dave Mackean espera que eu a termine. Baixei vários autores, nacionais e internacionais e estou de fato descobrindo um novo mundo.

Comentei em tom meio de brincadeira com minha linda se viraria um fanático por quadrinhos. Foi quando ela me disse o óbvio. Que tudo era arte.

Sim, antes de ser a nona arte, quadrinhos são simplesmente arte que aí está para passar mensagens sérias, fazer pensar, simplesmente entreter ou um pouco de tudo.

Arte é vida.

Agora com licença, hoje é dia de folga e tenho umas hqs pra ler.

Fiquem bem.

sábado, 28 de agosto de 2010

Sunset


Hoje no final da tarde eu me detive por um tempo para olhar o pôr do sol.

Observar o céu rajado de um rosa que aos poucos vai se tornando vermelho, sentir a atmosfera desse momento mágico é algo incrível. Teria sido perfeito se ela estivesse ao meu lado.

Não quero aqui começar mais uma conversa clichê de "ah, as pessoas hoje em dia não param pra absorver os momentos mais únicos da vida"

As pessoas hoje em dia simplesmente não param.

Suas mentes nunca estão plenamente no agora.

1 - Óbvio que estou fazendo uma generalização, o que não quer dizer que eu não saiba que existem exceções.

2 - Não estou dizendo que pensar no futuro é ruim e muito menos que o passado não ensina lições valiosas.

As mentes de hoje em dia nunca estão plenamente no agora, os futuros que elas tramam é um futuro imediato e o passado em que elas pensam é um passado recente.

Assim sendo, milhares de pessoas tem as vidas escoando pelos dedos e não se dão conta disso. Estar vivo se tornou um impulso de projeções imediatistas tanto pra frente quanto para trás.

A essência aos poucos vai se perdendo.

Os momentos únicos tratados como se nada fossem.

Um engraçadinho pode pensar: "Pôr do sol não é algo único. Todo final de tarde acontece"

A você, preciosa criatura que chegou a pensar isso, duas coisas.

Primeiro que o que estou dizendo aqui é bem mais amplo do que a ideia que você parece estar montando aí.

Segundo que um pôr do sol nunca é igual ao outro, um amanhecer nunca é igual ao outro.

Um dia, por mais atolado de procedimentos rotineiros que seja, jamais é igual a outro.

Por momentos únicos entendam preciosos instantes proporcionados pela vida.

Eles estão aí o tempo todo, uns mais marcantes e mais poderosos que outros, mas estão aí. Cada vez menos reparados.

Há cada vez menos vida no ser humano.

Não me alongarei.

Fiquem bem.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Notas de uma madrugada


Pois bem, há alguns meses falei aqui sobre minha eterna batalha contra a insônia, e lembro que cheguei mesmo a vangloriar-me da vitória.

Como fui tolo.

A bruxa ramelenta de frios dedos esquálidos apenas havia feito uma retirada estratégica para reunir forças, arquitetar novos planos, foi buscar uma maneira de fazer prevalecer sobre mim a maldição dos olhos abertos, justo quando eu pensei ter dela me libertado.

Mas sou guerreiro e não me curvarei, um dia a subjugarei em definitivo.

Passar uma noite em claro eventualmente, ou mesmo algumas, é normal, mas o que ocorre comigo é algo desgraçadamente constante.

Pois bem, e que fazer?

Deixarei aqui um registro destas minhas horas insones. Espero que o notebook não resolva desligar sozinho.

Vamos lá.

São 01:39 neste exato momento. Vou compor um pouco e depois ler. No momente estou lendo "O Símbolo Perdido" de Dan Brown. Não torçam o nariz, Brown tem seus méritos e eu estava precisando de algo leve depois de coisas como "O Mundo de Sofia", "O Processo" e "Introdução à Filosofia" (este último de Miguel Reale)

By the way, gosto bastante de Kafka.

01:42. Bom vou fazer o que disse que ia fazer.

02:53 - Terminei uma música e li um pouco. Agora vou comer alguma coisa e voltar a ler. Ou talvez organize uns arquivos aqui no note, ou dê uma geral no quarto.

Sono que é bom, nada.

03:50 - Queria um sniper rifle com visão noturna pra atirar em certo galo

04:17 - Tédio

04:46 - Tédio ainda

05:01 - Vou acompanhar o sol nascer e zanzar um pouco pela casa

05:32 - Friozinho saudável

05:45 - ... acho que vou ler mais um pouco

06:37 - Já deu pra ter uma noção, né? Pois é, insônia é foda.

Fiquem bem

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

There and back again

Não quero ser o corpo da roda, quero ser um dos dentes da engrenagem.

Fiquem bem.

Voltei e é pra valer.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Para refletir

Se tudo o que quiséssemos estivesse facilmente ao nosso alcance a vida não teria sentido.

Fiquem bem

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Não tem título

A partir desse mês de julho pretendo retomar o serviço com os meus blogs. Apenas umas poucas coisas ainda precisam ser organizadas. Espero não deixá-los abandonados por tanto tempo outra vez.

Novidades? Sim, muitas, mas a principal é que eu encontrei o amor.

Até breve.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Eu e a Apatia


Vazio, triste, sem rumo, confuso, estranho, perdido...

Nem sempre estamos bem, mas hoje, nesse 21 de Abril de 2010 eu me sinto como se estivesse sumindo, como se a existência não fosse algo tão importante. O espírito da apatia envolveu-me com seus braços frios formados por desinteresse, e eis que eu vegeto simplesmente.

Por vezes me falta algo que posso comparar com o oxigênio. Tento puxar o sopro vital mas sou impedido por alguma coisa nunca muito clara, mais obscura talvez do que essas palavras, e francamente, já estou muito cansado de tudo isso.

O cansaço me devora, em todos os aspectos, em todos os sentidos.

Muitas coisas deram errado, umas outras tantas procederam como deveriam proceder, mas ainda assim... é tudo tão inútil... tudo parece ser tão desprovido de significado.

Mas eu sei que as coisas não são assim. Existe uma diferença entre mim e aqueles que se entregam sem esforço contrário a esse tipo de sentimento, situação.

Eu não me entrego. Luto com todas as forças que eu posso reunir contra essa merda. Não deixo NADA me derrubar de forma definitiva. Sempre enfrentaremos quedas, levaremos pancada, a vida muitas vezes teimará em tentar nos espancar, mas uma hora ela cansa, e quando ela cansar o revide será mortal.

Eu subjugarei a vida, meu nome estará lá no alto. Meus sonhos não são pequenos. Tenho alguns um tanto megalomaníacos, outros mais singelos e pueris, como fazer uma existência fantástica ao lado de quem eu amo.

Como posso me encarar no espelho, encarar os outros, se eu me deixar abater por causa de uma porra de uma apatia?

Para trás ó espírito imundo da descrença e inércia, desenlace da minha alma a sua carcaça depressiva para que o fogo volte a brilhar nos meus olhos, para que meu corpo novamente seja como as montanhas.

Desapareça, coisa imunda, e se voltar estarei pronto para o combate mais uma vez!

Me vencer você não pode.

domingo, 11 de abril de 2010

Inspiração

Sabe quando você está sem ela? Então.

Fiquem bem.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Caso eu suma de novo


Faz já um tempo que não escrevo nada aqui. Em parte é porque a inspiração me foge no que diz respeito a como expressar pensamentos ou fazer observações acerca de temas que me agradam ou desagradam, em outra parte é porque tem coisas que quero expressar mas são sentimentos por demais pessoais para serem expostos dessa forma. Uma terceira razão é a falta de vontade mesmo de vir aqui nesse blog escrever, que me acometeu nas últimas duas semanas. Últimas duas corridas semanas.

No entanto, creio que a razão principal do silêncio (e aqui falo em sentido figurativo, pois isso é um texto escrito, não tem som a menos que seja articulado por boca humana, bico de papagaio, ou programas digitais)é que a minha vida não está lá tão interessante nesse momento. Digo, tem coisas muito bacanas acontecendo, mas ainda é cedo pra dissertar acerca disso por aqui ou por qualquer lugar. Vou esperar mais um pouco e ver como as situações se desenvolverão.

No mais, tudo o que estou fazendo é trabalhar e estudar música. Nos tempos mais livres leio, vejo animes ou converso com amigos via net. Filmes? faz mais de dois meses que não vejo um. Reunião com amigos? Cada vez mais raras, e por isso mesmo mais preciosas. Não que não fossem antes, mas só agora estou dando o real valor.

Ou seja, não há muito o que falar.

O bom é que depois de tanto tempo na pressão, me jogando ao limite, forçando minha vontade ao extremo, fui aprendendo que, mesmo no caos, o tempo pode ser organizado e dividido. Fica vinte vezes mais escasso, mas dá ainda pra ser aproveitado, é tudo uma questão de maleabilidade imutável. Pode não fazer sentido para quem está lendo, mas se parar pra pensar provavelmente entenderá.

Já consegui a proeza de ir ao show do Oficina G3 e POD graças à generosidade de um colega de trabalho que conseguiu que fôssemos como convidados do Oficina. Acordei quebrado no dia seguinte, pra ir trabalhar tive que mentalizar todos os meus sonhos, todas as minhs metas, senão não teria levantado da cama, mas valeu a pena.

Estimativa de quando terei um próximo momento de diversão desses? Bom, show só ano que vem provavelmente, cinema poucas vezes nesse ano.

A única vez que vou dar uma parada legal pra dar uma descansada será no meio do ano, na metade de Julho, quando farei uma viagem rumo ao sudeste do país, para ver belas paisagens e conhecer umas pessoas que acabaram se tornando importantes pra mim.

E mesmo essa viagem pode ser adiada para dezembro, mas é uma possibilidade muito remota, não gosto nem de pensar.

enfim, tentarei não sumir desse blog, mas tenho outros onde minhas palavras podem ser encontradas, apenas estarão direcionadas a outros focos.

Fiquem bem.

terça-feira, 16 de março de 2010

Opinião Feminina


Sou corretor de imóveis, eu vendo casas e apartamentos pros outros, vendo sonhos, um lugar próprio pra pessoa chamar de seu e blá blá blá, blá blá blá. Atualmente estou focando num empreendimento de classe média baixa, muito fácil de vender e de construtoras conceituadas, o produto é bom de verdade e tem qualidade. O que me acontece? Trago os clientes, mostro tudo a eles, sentamos, fazemos os cálculos para chegarmos até as melhores condições de pagamento e pronto. Depois, quando ligo pro cliente pra saber quando podemos acertar ou como anda o processo de junção da documentação, ouço algo como: "sabe, minha mulher não quer não..." SEIS, perdão, seis clientes já vieram com essa.

Por alguma razão misteriosa as mulheres mandam neles.

Um dos casos eu até entendo, a madame era quem tinha a maior parte da renda, mas os outros... "Ah, minha mulher não gostou, ah ela prefere casa, ah, ela acha que nós não temos condições, que vai ficar pesado, ah..."

AH, DÁ UM TEMPO KCT!

E isso não e só no campo das futuras moradias. É impressionante como as mulheres acham que tem o direito de decidirem absolutamente TUDO. Os caras se fazem de durões, de tais e tudo o mais, mas sempre terminam com um "sim senhora" ou "é ela quem quer né, fazer o quê..."

Alguns estão tão acostumados a serem dominados que chamam a namorada/noiva/esposa/affair de patroa.

Mulheres, amo vocês de verdade, vocês fazem da vida algo incrivelmente sublime, mas comigo não vai ser assim não, quem vai mandar sou EU.

certo?

sábado, 13 de março de 2010

Vienna


Estava eu conversando com uma criatura no msn, uma conversa leve, brincadeiras aqui, brincadeiras ali, quando o papo voltou-se brevemente para a área musical. Indicações de ambos os lados foram feitas, e uma das canções que ela me sugeriu ouvir foi "Vienna" do pianista norte-americano Billy Joel. Fui escutar por escutar mesmo e me surpreendi não apenas com a beleza da melodia, mas com a pertinência da letra, até me assustei.

Tem coisas na vida que te fazem refletir muito e acontecem da forma mais inesperada e inocente possível. É só uma música? sim, pode ser, mas para o momento que estou vivendo... quem me conhece entenderá. Abaixo deixo a letra, e sugiro que ouçam a canção.

Slow down, you crazy child.
You're so ambitious for a juvenile.
But then if you're so smart, tell me why are you still so afraid?
Where's the fire? What's the hurry about?
You better cool it off before you burn it out.
You got so much to do and only so many hours in a day.

Don't you know that when the truth is told
That you can get what you want or you can just get old?
You're gonna kick off before you even get halfway through.
When will you realize Vienna waits for you?

Slow down, you're doing fine.
You can't be everything you wanna be before your time,
Although it's so romantic on the borderline tonight, tonight.
Too bad, but it's the life you lead.
You're so ahead of yourself that you forgot what you need.
Though you can see when you're wrong,
You know, you can't always see when you're right, you're right.

You've got your passion. You've got your pride,
But don't you know that only fools are satisfied?
Dream on, but don't imagine they'll all come true.
When will you realize Vienna waits for you?

Slow down, you crazy child.
Take the phone off the hook and disappear for a while.
It's all right you can afford to lose a day or two.
When will you realize Vienna waits for you?

Don't you know that when the truth is told
That you can get what you want or you can just get old?
You're gonna kick off before you even get halfway through.
Why don't you realize Vienna waits for you?
When will you realize Vienna waits for you?

Fiquem bem.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Pombos e seus dejetos


estou dirigindo, o sinal fecha, paro o veículo à espera da abertura do mesmo. Nesse meio tempo, em várias partes de Recife, e tenho certeza de que em muitas outras cidades grandes desse país, um grupo de adolescentes ou mesmo jovens adultos se aproxima para limpar o vidro do seu carro com água recolhida sabe-se lá de onde em troca de uns poucos centavos.

Eu sempre recuso, sei lá que água é aquela. Além disso eles tratam aquele limpador do vidro dianteiro, que no momento me escapou o nome da cabeça, de forma um tanto indelicada.

Um belo dia estava eu voltando para pegar meu carro estacionado numa pacata rua em uma área residencial, quando encontro três presentes no vidro da frente.

Cocô de pombo.

Recife é uma cidade com alto índice de pombos, esses reservatórios de doenças alados que amam cagar nos lugares mais incovenientes, nas horas mais impróprias.

Empina a bundinha e pronto, está pintada a tela.

Muita gente reclama dos dejetos dos cavalos, mas se tivéssemos entre nós pombos gigantes...

Enfim, meneei a cabeça negativamente, entrei no carro e fui pra casa, meio tranquilo, pois sabia que em algum sinal se ofereceriam para limpar a merda.

Ok, todos podem tirar um dia de folga. Não tinha UM limpador sequer no caminho de volta.

Você deve estar se perguntando por que eu mesmo não limpei a sujeira. Bom, tenho nojo de bosta, dá licença? Isso e também por que fiquei curioso pra saber quanto tempo aquilo ficaria no meu vidro. Tinha certeza que no dia seguinte alguém em algum sinal se ofereceria pra limpar. Tendo em vista que era um vidro realmente e visivelmente sujo, não tinha porque achar que não limpariam, muito pelo contrário, seriam centavos fáceis.

No dia seguinte nenhum ser humano chegou perto para limpar

E foi assim por mais dois dias

O carro está lá embaixo no estacionamento, cagado, se passar mais um dia dou uma grana e peço pro zelador polir o vidro.

Nunca precisei dos serviços dos limpadores de rua, quando preciso, não querem me atender.

Que infortúnio.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O bem mais precioso do mundo

Pensei durante dias se publicava esse texto ou não. Não há nada demais com ele, não é algo que as pessoas lerão e pensarão "nossa, esse cara é foda escrevendo". Não quis fazer paralelos, metáforas, enfim, nada de grandioso. As palavras aqui estão cruas e práticas, nem imagem coloquei pra acompanhar o texto.

Não soltei antes porque via essas linhas como algo muito pessoal, mas após um tempo mudei de ideia. Bom, aqui vai.

O tempo. É a ele que me refiro no título. Muitas pessoas tratam com leviandade inúmeros aspectos da vida, não prestam a devida atenção nas coisas, não valorizam um banho como se deve, uma paisagem, a beleza de uma música ou de um pássaro. Muitos não dão o valor merecido às pessoas que realmente importam, sejam parentes ou amigos.

Talvez essas palavras não estejam fazendo lá muito sentido, acho que não estou conseguindo passar o que quero.

Bom, como algumas pessoas já sabem, decidi ficar rico, a vida é nossa, somos nós quem fazemos nossas escolhas e traçamos o caminho que queremos. Nessa empreitada estou gastando muita energia e um tempo precioso, tendo em vista que trabalho 3 expedientes de segunda a sexta, dois aos sábados e a partir de domingo passado trabalho pela manhã nesse dia, podendo se estender à tarde em alguns casos.

Nunca me fez tão bem passear pelas teclas do meu piano, dedilhar meu violão. Sabe, nunca li um livro ou um artigo com tanto fervor, nunca prestei tanta atenção ao movimento das coisas no dia a dia, nunca fiz tanta questão de estreitar laços com os amigos...

Nunca corri com tanto gosto e tanta vontade no calçadão, observando o mar rajado do branco lunar enquanto suas ondas fracas quebram na areia.

(ri um pouco) nunca brinquei com tanta animação com minha chinchila.

Venho pra casa de carro, a janela aberta, música alta, o vento batendo no rosto. Não tinha noção de como isso podia ser tão bom.

Quando não se tem tempo, não se tem nada.


domingo, 14 de fevereiro de 2010

Sou péssimo com títulos


Dois dias atrás estava eu em um plantão de vendas, desanimado, tinha acabado de levar um bolo de um cliente e fazia muito tempo que não tinha vendido nada. O combustível estava acabando e o desespero aos poucos ia se insinuando dentro de mim por vários outros motivos que não cabem ser expostos em um blog público.Não queria, não quero, voltar a depender de minha mãe. Ela já fez demais por mim por muito tempo. Fechei os olhos e pedi forças a Deus para continuar vivendo, continuar lutando. Ele fez mais do que isso. Me mandou três clientes naquela tarde, todos dispostos a fechar negócio. O primeiro chegou no momento em que eu acabara de desabafar internamente. Deus é fiel... nunca na minha vida essa frase fez tanto sentido como naquela tarde modorrenta.

Minha renda vem de comissões, sou corretor de imóveis no momento, e três vendas significa uma soma considerável...bem considerável hihi... Caham. Tal fato me deu ânimo pra continuar batalhando, pelos que eu amo, pelos meus sonhos.

Comissões no ramo de imóveis são bem generosas, estou no lugar certo pra fazer dinheiro e alcançar meus objetivos. Se por acaso bater aquele desânimo acima mencionado, sei que Ele estará ao meu lado. Deus ajuda a quem trabalha de verdade, quem derrama o suor e sente o peso do dia nas costas ao reclinar-se cansado à noite no sofá pra relaxar um pouco.

Assim vou seguindo, com um sorriso no rosto sempre que possível e a certeza de sonhos realizados no futuro.

Ah, porque sempre que possível? Oras, não é sempre que uma ser humano está com vontade de sorrir, e as coisas tem que ser espontâneas, tem dia que estou chato de dar raiva até a mim mesmo. Enquanto escrevo isto posso afirmar que não estou num desses dias.

Fiquem todos bem

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Eu & Insônia


Há mais de um ano travo uma guerra incessante contra ela, a dama que invade as minhas noites e me rouba as horas mais preciosas do dia. Mais de uma centena de batalhas foram travadas, e ambos temos nossas cotas de vitórias e derrotas. Posso afirmar sem medo que minha persistente adversária está muito ferida e não pode articular lá muito bem seus movimentos, mas de quando em vez essa peste arruma forças para lançar sobre mim a maldição dos olhos abertos. Lembro-me do tempo das trevas, embora a palavra trevas quando se trata deste assunto possa soar redundante, quando eu chegava a passar inacreditáveis seis a sete dias em claro. Quem me via naquele tempo tinha a visão mais próxima que um ser humano poderia ter de um zumbi.

Morfeu sempre tentou me ajudar, combatia ao meu lado todas as noites e todas as noites perdia. Eu e ele fomos bolando táticas para derrubar de vez a maldita criatura. Aos poucos fomos conseguindo avanços significativos, e uma época veio que eu pensei que a miserável estivesse para sempre banida de minha vida.

Foi um mês de sono.

Meu Deus como era bom dormir cerca de oito a nove horas todas as noites... O sol com seus raios matinais me encontrava bem disposto e com um ótimo aspecto, o azul do céu matutino me parecia sempre claro e convidativo, e não cínico e zombeteiro. Esse foi um período em que muitas de minhas coisas foram pra frente, tudo parecia melhor, tudo fazia mais sentido.

Mas a madame não havia se dado por vencida, e logo estava me espevinhando de tal forma que tudo começou a desandar novamente. Mas a insônia foi enfraquecendo, e hoje em dia é uma ameaça quase erradicada. Há umas semanas ele deu umas investidas pesadas, e aqui está nesta madrugada, ao meu lado enquanto escrevo, alquebrada mas presente, aproveitando se Deus quiser uma de suas últimas, senão quem sabe, última noite de vitória, como uma velha andrajosa e desgostosa prestes a recolher no futuro os frutos de seu insucesso.

Mas ela tem um motivo pra se alegrar. Por ter sido mesmo que negativamente parte marcante na minha vida, lhe escreverei uma música algum dia, ou pelo menos um poema.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

It is time to work, and work hard


Nos últimos dias um pensamento fixo vem ficando cada vez mais sólido. Ganhar dinheiro. Fazer dinheiro. Odeio ditados populares, mas estou com a faca e o queijo na mão, já começo a ver retorno e a ter aquela sensação de quanto mais eu me esforçar, mais coisas boas acontecerão de verdade. It is not a mere dream, it is reality, pure reality. Fico meio apreensivo pois sei que se dedicar minhas energias a isso e quebrar a cara vou demorar muito pra me erguer por completo. Que me levantarei me levantarei, sempre, não importa o tamanho da queda, a força do soco. Mas mesmo assim bate aquela apreensão.

Acontece que na vida temos que inevitavelmente tomar algumas decisões muito sérias, e essa é uma delas. A propósito, não estou gostando de como estou clichê hoje... Já mandei um ditado popular e vim com aquele papo de "decisões na vida". Afe. Mas o pior é que é bem por aí mesmo, e eu já decidi. A partir da semana que vem passarei a trabalhar três expedientes de segunda a sexta. No sábado continuarei com um só e o domingo eu tenho de folga, isso quando não houver algum compromisso extra na empresa. Esse ano vai ser meu no sentido financeiro, se Deus quiser. Potencial pra isso tenho e muito, é só semear no solo certo que... e lá vem eu com clichê outra vez... Quanto a faculdade, bem, amo Direito, é uma área que eu quero mesmo seguir academicamente falando, especialmente a parte criminal e internacional, mas o curso vai ficar trancado esse ano mesmo, pelo menos até o meio dele. E cinema? Não desisti, apenas chutei esse sonho mais pra frente. E é isso. A partir de segunda vou sentir o real peso do suor.

fiquem bem

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Nomeie como quiser


algumas pessoas devem conhecer bem a sensação de ficar longos minutos olhando para aquela barrinha piscando que indica onde será grafada a letra da vez e não conseguir escrever um "a". Pois bem, estou assim hoje, e como exercício resolvi começar falando justamente do que acontece para ver se daí algo melhor brotava. Coisas pra dizer, desabafar talvez, ponderar, enfim, eu tenho, mas as palavras se embaralham na minha mente de tal forma que na hora de tentar verbalizar, seja da forma que for, fica tudo confuso e embolado. Falo desabafar num sentido mais amplo da coisa, pois é óbvio que não o farei em sentido mais estrito em um blog público, faça-me o favor. Quando quero falar algo tenho algumas pessoas, pouquíssimas, em quem posso confiar e despejar o que sinto ou o que se passa, embora não faça isso com muita frequência. Na verdade, quase nunca faço, e não sei se isso é bom ou ruim.

é, mais que isso talvez não saia. Deixe-me tentar uma pequena poesia de uma estrofe.

Mais uma vez as palavras brincam comigo, riem de mim e fazem tudo ficar sem sentido
Dia após dia a vida segue seu curso, e o tempo, impiedoso, aplica seu castigo
As horas escoam entre meus dedos, e eu às vezes fico inerte, não é segredo
Um jovem cheio de energia, sonhos e esperanças, e que faz do tempo seu inimigo
Olha pra trás remoendo lembranças, das janelas dos anos escancara os postigos


Não ficou tão boa, creio eu... enfim

passar bem

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Um título não faria sentido


Não é que deixei o blog de lado. Na verdade fico meio preocupado com essa minha tendência de deixar as coisas de lado, entretanto, nos últimos meses essa minha característica tem se atenuado de forma considerável e creio que estou seguindo rumo à cura. Muitas coisas aconteceram, do tipo de coisas que fazem um ser humano amadurecer. Não vejo o mundo com os olhos de antes... embora não saiba definir exatamente o que diabos eu quis dizer com isso. Sabe, ultimamente tenho sentido vontade de voltar a escrever poesia, rimar não é complicado, o difícil é fazer as palavras nesse formato transmitirem exatamente o que você quer passar. O fato é que quando esse objetivo é atingido, não há maneira melhor de se expressar.

Minha cabeça anda tão cheia de coisas... tudo muito desconexo, desorganizado. Talvez se eu arrumasse meu quarto de forma definitiva tudo ficasse mais claro...tenho a impressão de que ajudaria sim. Domingo verei se tenho coragem para tal empreitada.

O fato é que tenho 23 anos, estou com a faculdade de direito trancada, sou músico e escritor, tenho uma queda por idiomas, adoro aprender outras línguas, estou num trabalho que realmente dá dinheiro se a pessoa se esforçar, mas mesmo diante de tudo isso meu futuro me parece bastante incerto. Sei muito bem o que quero pra minha vida, e estou lutando com todas as forças para que meus objetivos sejam alcançados, mas ainda assim...

Amor. Por alguma razão enigmática esse palavra brotou na minha mente agora. Duvido muito que tenha alguém efetivamente lendo até aqui, se tiver, bom, não sei como está conseguindo acompanhar palavras que pulam de galho em galho, apenas detendo-se por pouco tempo para tratar do que quer que seja em cada um.

Já me perguntei por que raios eu não escrevo essas coisas pra mim mesmo, por que estou tornando público tudo isso.

Eu sei lá! Talvez esteja em busca de algum tipo mais sutil de compreensão, pra me certificar de sabe-se lá ao certo o quê, talvez eu tenha alguma necessidade patológica de reconhecimento, talvez eu seja apenas um cara estranho, talvez eu na verdade não faça a mínima ideia do real motivo.

Já chega por hoje.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Moving on






Último dia do ano de 2009. Resolvi ir na igreja pois já tinha dito ao pastor outro dia que apareceria por lá em tal data, e infelizmente, ou felizmente, sei lá, sou uma pessoa de palavra extremamente firme, o que me recorda que preciso tomar cuidado ao dizer algo, pois uma vez proferida por minha boca ou dedos, a decisão muito dificilmente será alterada. Minha mente está turva, e não, não bebi ou nada do tipo, apenas não consigo conectar as idéias desconexas que me surgem a respeito de muitas coisas. Esse texto foi realmente escrito no último dia do ano de 2009, mas só agora tive condições de postá-lo. Muita coisa aconteceu nesse ano findo, a mais importante, na minha esfera pessoal obviamente, foi a minha conversão ao Cristianismo. É tudo branco na minha cabeça nesse momento, não consigo pensar, ainda atordoado com um golpe muito forte que levei apenas uns poucos dias atrás. Na verdade dois dias atrás, no dia 29. O que houve eu não falarei, pois apesar do que o título do blog possa sugerir, aprecio minha privacidade e há coisas que não podem ficar expostas pra qualquer um chegar e meter o bedelho quando bem entender. Feliz ano novo pra quem estiver lendo isso. Enfim. Cheguei na igreja bem cedo para ter onde colocar o veículo, por veículo entendam carro, já que o vocábulo é amplo e em lato sensu pode designar até mesmo um jumento, e que fique claro, não tenho um. Sozinho, andando de um lado a outro na frente do grande prédio do templo, com sua torre e vitrais, algo me chamou a atenção, me pegando pelo ouvido. Era um piano. Em algum apartamento de um dos prédios em frente algum aluno aplicado se esfalfava pra tirar uma peça que eu mesmo já estudei há dois anos. Pena que o nome me foge à memória e eu não estou com paciência para catar a partitura e conferi-lo. Pouco depois outro piano me chama a atenção, esse vindo do templo. Foi interessante e curioso notar o contraste entre um pianista habilidoso e profissional e alguém ainda em suas primeiras viagens pelo mundo das teclas pretas e brancas. Foi interessante porque, se não fossem os ocasionais erros do principiante, não se saberia quem tocava há mais tempo. Tudo era música, e era lindo. Não sei bem se entendem o que estou querendo dizer, mas sinceramente, não estou nem aí se conseguem ou não compreender. Enfim, estou com fome.